Lula (PT) recuperou força no Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo, no 2º turno das eleições. O petista cresceu 23,6% no Estado em relação ao 1º turno e superou Flávio Bolsonaro (PL) na capital, onde o senador vencia a disputa.
No Estado como um todo, porém, Flávio seguiu à frente: o placar final foi 53,10% a 46,90%, ante os 53,01% a 39,41% do 1º turno. Lula somou 872 mil votos a mais nessa etapa; Flávio avançou só 202 mil.
O Rio foi o 3º estado com maior crescimento de votos do petista, atrás só de São Paulo e Minas Gerais.
Na capital, a virada foi mais clara: Lula bateu Flávio por 51,54% a 48,46%, revertendo os 47,88% a 43,91% do senador no 1º turno. A abstenção na cidade caiu de 23,32% para 21,62% entre os turnos, e os votos em branco diminuíram 86%.
No 1º turno, a abstenção havia favorecido Flávio em quatro das cinco regiões do país.
Por que o Rio virou a favor de Lula?
A campanha de Lula apostou em grandes atos na cidade, símbolo do bolsonarismo que já tinha visto os dois candidatos em atos simultâneos em agosto. O ponto alto foi o show em Copacabana, em 18 de outubro.
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O encerramento de campanha, na Avenida Atlântica, véspera da votação, reuniu multidão.
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), derrotado no 1º turno na disputa pelo governo do Rio, também ajudou: concentrou esforços na capital, onde tem popularidade, e gravou vídeos citando a parceria com o governo Lula na recuperação do BRT.
Paes fez ainda reuniões com lideranças comunitárias ao longo da reta final da campanha, segundo o Valor. A queda da abstenção e dos votos em branco na cidade ajuda a explicar a recuperação de Lula no reduto que historicamente pertence à direita.































