O presidente Lula disse nesta quinta-feira (8) que conta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para vencer a eleição. Os dois se reuniram por 45 minutos no Alvorada, um dia após o Republicanos declarar apoio a Flávio Bolsonaro.

Vai me ajudar a ganhar.

A frase é de Lula, dita a jornalistas depois do encontro. Questionado sobre a posição do Centrão, o petista evitou comentar o apoio do Republicanos, partido de Motta, a Flávio.

O Republicanos oficializou o apoio a Flávio na quarta-feira (7), pelo presidente da sigla, Marcos Pereira. Também estiveram no Alvorada o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), cujo partido fez o mesmo movimento.

A adesão ao candidato do PL se somou à de outras legendas que ficaram neutras no 1º turno. União Brasil e PP anunciaram apoio na terça-feira (6), e o Novo aderiu em seguida.

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O PSD decidiu manter a neutralidade, apesar do apoio individual do governador Ronaldo Caiado a Flávio.

Apesar do racha partidário, Motta já vinha se aproximando de Lula. Em agosto, o deputado declarou apoio à reeleição do petista, na contramão do próprio partido, e fez campanha por ele na Paraíba.

No estado, Lula terminou o 1º turno com 61,31% dos votos válidos, contra 33% de Flávio. Lula sinalizou apoio à reeleição de Motta e de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando da Câmara e do Senado em 2027.

Com parte do Centrão migrando para Flávio, o PT passou a buscar apoio "no varejo", mirando dissidentes dessas siglas, sobretudo no Nordeste.

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O apoio de Motta também interessa ao Planalto na pauta do fim da escala 6x1, bandeira de campanha de Lula. A PEC foi aprovada pela Câmara em maio, e o PT espera votá-la no Senado na semana que vem.

No mesmo evento, Lula disse que Flávio pediu ao PL que se abstenha na votação da PEC.

O que acontece agora

O Senado deve votar o fim da escala 6x1 na próxima semana, faltando pouco mais de duas semanas para o 2º turno, em 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro.