A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Dux contra uma rede suspeita de contrabando de eletrônicos e lavagem de dinheiro no interior de São Paulo. Cerca de 130 policiais cumprem 36 mandados em cinco cidades, e três pessoas foram presas.

Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 460 milhões. As cidades alvo são São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca.

Além dos três presos em flagrante, a operação apreendeu 28 veículos guardados em uma garagem, além de drogas, armas, joias e relógios de luxo.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Rio Preto.

Como o esquema funcionava?

Segundo a PF, o grupo usava empresas de fachada e pessoas sem capacidade financeira compatível com as movimentações identificadas, para ocultar a origem dos recursos e o patrimônio dos verdadeiros donos do esquema de contrabando e lavagem de dinheiro.

Durante as buscas, os agentes encontraram um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, usado para guardar documentos funcionais de servidores.

Esquemas parecidos já foram alvo da PF em São Paulo. Em setembro, a corporação investigou um esquema de malas diplomáticas falsas em Viracopos, usado para driblar a fiscalização alfandegária.

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O que acontece agora

Os suspeitos podem responder por contrabando e descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um. A Justiça já determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, além da suspensão dos perfis usados para vender os aparelhos.

Em julho, a PF já tinha mirado esquema parecido, numa operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em 14 estados. O volume apreendido mostra como o contrabando de eletrônicos se mistura a outros crimes, da falsificação de documentos à lavagem de dinheiro.

Esse tipo de contrabando também já foi flagrado em rodovias. Em Minas Gerais, uma apreensão de remédios e eletrônicos resultou em prisão na BR-381.