A polícia de Milão entrou em confronto neste domingo (18) com manifestantes que quebraram vitrines e incendiaram lixeiras, no 2º dia seguido de protestos contra o custo de vida na Itália. Mais de 60 pessoas foram detidas, após 28 detenções no sábado.
Os confrontos italianos acontecem no mesmo fim de semana em que a França levou cerca de 550 mil pessoas às ruas, no que foi descrito como um dos protestos mais violentos no país em anos.
Portugal, Bélgica e Albânia também tiveram atos neste mês.

O que leva tanta gente às ruas
Os protestos reúnem grupos variados: estudantes, sindicatos, agricultores, professores, aposentados e ativistas climáticos. As queixas específicas mudam de país para país, mas convergem em três pontos: preços em alta, moradia cara e serviços públicos deteriorados.
Na França, as reivindicações incluem falta de professores, turmas superlotadas e instalações escolares deterioradas. Em Portugal, o protesto em Lisboa girou em torno do encarecimento da moradia.
O pano de fundo econômico ajuda a explicar a tensão: a dívida pública francesa se aproxima de um nível de crise, o que pressiona o governo a cortar gastos justamente na área de serviços públicos.
Como a polícia tem respondido
Em Milão, policiais dispararam gás lacrimogêneo depois que manifestantes encapuzados quebraram vitrines e atearam fogo em lixeiras perto da Piazza Duomo, no centro da cidade. No sábado, as detenções ocorreram em Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim.
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O padrão se repete em cada país: confronto, detenção e a expectativa de mais confronto no fim de semana seguinte. Nossa cobertura já havia registrado, na véspera, a expansão dos protestos da França para quatro países.
O que pode conter a onda de protestos
Os protestos já chegaram a cinco países em menos de um mês, sem que nenhum governo tenha anunciado resposta coordenada às reivindicações sobre preço, moradia e serviço público.
Enquanto isso não muda, a pergunta que fica é se o padrão de confronto e detenção vai se repetir no próximo fim de semana, como já aconteceu nos dois últimos.





























