Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) defendem que ele use, no debate da Band deste domingo (18), a entrevista em que a lobista Roberta Luchsinger citou reuniões do filho de Lula com ministros. Fábio Luís, o Lulinha, é investigado por tráfico de influência, não Lula.

Na entrevista à CNN Brasil, no sábado (17), Luchsinger disse que Fábio Luís se reuniu com ministros da gestão petista "inúmeras vezes". Ela afirmou que pretende firmar acordo de delação premiada e que não vai "poupar ninguém".

Multidão com bandeiras do Brasil em manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista
Apoiadores de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, horas antes do debate da Band. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O que Flávio disse que vai fazer

Durante ato na Avenida Paulista nesta manhã, Flávio disse que vai "esfregar crimes de Lula" durante o debate, fala que agitou a militância bolsonarista. O objetivo dos aliados é reforçar a associação de Lula ao caso de corrupção que investiga o filho dele.

Lulinha nega ter cometido qualquer irregularidade. Ele já é alvo de três inquéritos abertos neste ano por suspeita de tráfico de influência, o mais recente autorizado em agosto pelo ministro Flávio Dino.

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Nenhum dos inquéritos resultou em condenação até agora, e vale a presunção de inocência também para o filho do presidente.

O que mais está em jogo no debate

Lula, por sua vez, deve comparar sua gestão à de Jair Bolsonaro e explorar o temor de cortes em programas sociais numa eventual gestão de Flávio. O petista também pretende citar bandeiras como o fim da escala 6x1, promulgado pelo Congresso nesta semana.

A repercussão das falas de Luchsinger já havia gerado pedido de proteção à lobista por parte de deputados que temem por sua segurança, segundo mostrou reportagem publicada um dia antes do debate.