O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) listou, no debate da Band deste domingo (18), trechos do histórico de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como advogado e parlamentar, incluindo a defesa de um policial acusado de matar uma criança e uma homenagem a um miliciano.

A réplica veio depois de Flávio citar o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, presentes na plateia do estúdio, para provocar o presidente sobre casos de corrupção. Os dois acompanharam o debate ao vivo.

Quem te prendeu está aqui.

Lula então relembrou que Flávio atuou, em 2024, como advogado do policial militar Bruno Delaroli, acusado de matar a menina Ana Clara Machado, de 5 anos, baleada em Niterói (RJ) em fevereiro de 2021. Ela brincava em frente de casa quando foi atingida.

Já senador, Flávio assinou recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) como defensor de Delaroli, tentando reverter a decisão que mandou o policial a júri popular. O pedido foi rejeitado pelos ministros.

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Lula também citou que Flávio, então deputado estadual, concedeu a Adriano da Nóbrega a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em setembro de 2005. Dois anos antes, já havia dado a ele uma moção de louvor.

A entrega ocorreu dentro do Batalhão Especial Prisional da PM, no Rio, onde Nóbrega estava preso preventivamente havia mais de um ano, suspeito de matar o guardador de carros Leandro dos Santos Silva.

Nóbrega foi depois identificado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil como líder da milícia de Rio das Pedras e chefe do "Escritório do Crime", grupo de assassinos de aluguel. Flávio empregou a mulher e a mãe dele no próprio gabinete, na Alerj.

Lula também mencionou que Flávio apoia um projeto de lei que acaba com a marcação nas cápsulas de munições compradas por órgãos de segurança, o que dificultaria o rastreamento em investigações. Flávio não é autor do projeto.

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, já criticou a proposta. "Alguém que propõe uma lei impedindo o rastreamento de munição é porque está legislando a favor da criminalidade, está legislando a favor do crime organizado", disse.

O que acontece agora

O processo contra Bruno Delaroli segue para júri popular.

O caso segue tramitando no TJRJ, enquanto o 2º turno da eleição presidencial, com Lula e Flávio na disputa, acontece em 25 de outubro. Eleitores vão às urnas pela segunda vez no mês.