O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não apoiou a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina porque o filho do ex-presidente o acusou de tentar “calar e assassinar” Jair Bolsonaro. A declaração foi dada ao programa Pânico, da Jovem Pan.

Nikolas havia deixado Carlos de fora da colinha eleitoral que publicou nas redes antes do 1º turno, indicando a deputada Carol de Toni (PL) para uma das duas vagas de senador por Santa Catarina.

Carlos e Carol foram lançados juntos pelo PL ao Senado, mas romperam a aliança ao longo da campanha.

Uma pessoa que fala que tentei matar o pai dele e calar o pai dele não merece o meu apoio.

Em entrevista ao Poder360, nesta segunda-feira (5), Nikolas resumiu o motivo em uma frase: a decisão não foi motivada por vingança, mas pelo que chamou de princípios.

Ele citou dois episódios que pesaram na escolha. O primeiro foi a acusação de Carlos de que ele teria tentado “calar e assassinar” Jair Bolsonaro.

O segundo foi uma publicação de Carlos depois do vazamento de um áudio em que Nikolas conversava com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que o colocou, segundo ele, “ao lado do sistema”.

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O nome de Vorcaro já havia sido usado para atacar a família Bolsonaro em outro episódio da campanha. Nikolas disse que não vai recuar sob pressão.

O racha não impediu a eleição de nenhum dos dois ao Senado. Carol de Toni teve 33,46% dos votos, a mais votada na disputa pelas duas vagas catarinenses, e Carlos Bolsonaro teve 25,35%.

Como o Senado renova duas cadeiras por estado neste ciclo, ambos foram eleitos.

Um racha maior que os dois

O atrito no PL catarinense não se resume a Nikolas e Carlos. Carlos também excluiu o próprio irmão, Jair Renan, candidato a deputado federal pelo PL-SC, da colinha que divulgou por três vezes em três dias, enquanto Jair Renan incluiu Carlos na lista dele.

A disputa interna é anterior à colinha. Em fevereiro, Michelle Bolsonaro apoiou publicamente Carol de Toni, que se sentia preterida pelo avanço da candidatura de Carlos no PL de Santa Catarina.