O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está determinado a votar a PEC que acaba com a escala 6x1 antes do 2º turno, em 25 de outubro. Os dois se reuniram nesta terça (6).

Guimarães e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se reuniram por cerca de 1h30 com Alcolumbre na residência oficial do Senado.

Segundo o ministro, Alcolumbre reafirmou que vai abrir a sessão com a PEC como pauta única e cumprir o regimento, permitindo debate dos senadores ao longo da semana.

Davi está muito determinado.

A frase foi dita por Guimarães ao ser questionado se Flávio Bolsonaro (PL) poderia vetar as negociações. O ministro disse que vai comunicar a Lula que Alcolumbre mantém a disposição de colocar a PEC em discussão e votação.

Guimarães afirmou que o governo espera aprovar a proposta porque os trabalhadores precisam de mais um dia de descanso, e provocou a oposição: disse querer “ver a turma do Flávio Bolsonaro votar contra” a medida.

A PEC estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuída em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. A CCJ do Senado aprovou o texto em 2 de setembro, mas não avançou ao plenário por falta dos 49 votos necessários.

A dificuldade está no rito: a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em 1º turno. O intervalo entre sessões pode ser reduzido por acordo entre os líderes, o que abre espaço para votação ainda esta semana.

Publicidade

Teresa Leitão disse na segunda-feira (5) que, pelo prazo regimental, não seria possível votar a proposta nesta semana. Para ela, é preciso "convencer russos" — referência à oposição — para acelerar o calendário.

O que acontece agora

Alcolumbre recebeu nesta terça, na mesma residência oficial, o presidente do STF, Edson Fachin, a pedido do próprio ministro, para tratar de pautas de interesse do Judiciário no Congresso.

O encontro ocorre em meio a uma ofensiva de parte do STF para dialogar com o bolsonarismo sob a ameaça de cerca de 50 senadores favoráveis ao impeachment de ministros da Corte.