O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) localizou mais dois celulares no local onde caiu, em setembro, o helicóptero que matou o cantor sertanejo Rick, da dupla Rick e Renner, e outras quatro pessoas em Santa Catarina.
O órgão comunicou a descoberta à Polícia Civil catarinense nesta segunda-feira (5). Os aparelhos foram recolhidos e, após autorização judicial de quebra de sigilo, serão periciados em busca de informações sobre os momentos antes da queda.
As cinco vítimas já tinham celulares e uma câmera localizados anteriormente no local. A Polícia Civil pediu à Polícia Científica acesso a todos os aparelhos.
A polícia também tenta identificar o autor de uma filmagem feita a partir de um sítio, que registrou um barulho momentos antes da queda do helicóptero.
"A investigação conduzida pela Polícia Civil terá caráter subsidiário em relação à apuração realizada pelo Cenipa, órgão especializado na investigação técnica de acidentes aéreos", informou a Polícia Civil de Santa Catarina, em nota.
"Até o momento, não há elementos que permitam antecipar conclusões sobre as circunstâncias da queda", completou a corporação.
Os celulares e a câmera podem preencher uma lacuna que a perícia técnica sozinha não explica. Eles podem revelar o que aconteceu dentro e perto da aeronave nos segundos finais do voo.
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A Polícia Civil atua ao lado da Seripa V (5º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O CVR, a caixa-preta que grava comunicações e sons da cabine, já havia sido recuperado e enviado para análise em Brasília.
Relembre o caso
O helicóptero desapareceu na serra catarinense em 21 de setembro, um minuto após perder sinal, segundo a FAB. A aeronave tinha decolado de Porto Belo (SC) às 10h30, com pouso previsto 54 minutos depois.
As vítimas foram localizadas um dia depois, em Urubici, após busca intensa das equipes de resgate. A Polícia Civil abriu inquérito sobre a queda dias depois, e os motores do helicóptero só foram retirados da mata quase duas semanas após o acidente.
O que acontece agora
Os celulares seguem agora para a Polícia Científica, que deve extrair o conteúdo armazenado neles.
O resultado da análise do CVR em Brasília e a identificação de quem gravou o vídeo do barulho são os dois próximos passos que a investigação aguarda para apontar uma causa.































