O Conselho Superior do MPF se reúne nesta sexta-feira (25), às 10h, para decidir se abre investigação sobre a atuação do procurador-geral, Paulo Gonet, no caso do Banco Master. O colegiado avalia mensagens do celular de Daniel Vorcaro que citam Gonet.
O procedimento foi aberto depois que a PF (Polícia Federal) extraiu do celular de Vorcaro conversas em que o advogado Ciro Soares, que já defendeu o Banco Master, teria intermediado contatos entre o banqueiro e o procurador-geral.
Em conversa de abril de 2024, Soares disse a Vorcaro que "Gonet é firme" e que "amizade é tudo". O material também trouxe uma fotografia de Gonet ao lado de Vorcaro em um evento em Londres, no mesmo mês, com o procurador-geral segurando um charuto.
Gonet já se manifestou sobre o episódio antes desta sessão. Ele confirmou a foto de Londres, mas nega qualquer proximidade com o banqueiro.
Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o seu Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024, a única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal.
Há ainda mensagens em que Vorcaro cita Gonet ao conversar com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pedindo que ele interceda junto à PGR em seu favor.
O que pode acontecer com Gonet?
Gonet pode ter o caso arquivado ou ver a investigação avançar, conforme o voto dos nove conselheiros. Se a maioria entender que há indícios, um subprocurador-geral é designado para apurar e apresentar relatório ao Conselho.
Encontrado indício de crime, o caso segue ao STF, que decide sobre abrir ou não um inquérito. O Conselho também pode decidir pelo afastamento de Gonet da condução do caso Master.
O caso é inédito no colegiado. Nunca antes o Conselho havia votado uma apuração sobre o próprio presidente, já que Gonet ocupa esse posto além do cargo de procurador-geral.
Como o caso chegou a este ponto?
Gonet já havia negado proximidade com Vorcaro quando as primeiras mensagens vieram à tona, em julho. Deputados também já cobraram reação: Nikolas Ferreira pediu ao ministro Edson Fachin que afastasse Gonet da PGR.
Aliados do procurador-geral dizem que a maioria do Conselho deve votar pelo arquivamento. Conselheiros mais críticos à gestão de Gonet apostam que ele leva ao menos questionamentos na sessão.
O que acontece agora?
A sessão é presidida pelo vice-presidente do Conselho, subprocurador-geral Nicolao Dino, já que Gonet não deve comparecer. Fala primeiro o relator, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, antes da votação dos nove conselheiros, do mais novo ao mais antigo.





























