O Rio Guaíba, em Porto Alegre, entrou em nova cheia nesta quarta-feira (30) e chegou a 2,18 metros, quase três quartos da cota de inundação de 3 metros. A Defesa Civil emitiu alerta válido até domingo (4), com o rio ainda subindo.
A nova subida é puxada pela vazão do Rio Jacuí, o maior afluente do Guaíba, que atingiu 9,03 metros rio acima, superando o pico da semana passada. A água ainda vai levar dias para chegar a Porto Alegre.
O nível de hoje soma menos da metade do recorde histórico do Guaíba, os 5,15 metros que alagaram a maior parte de Porto Alegre em maio de 2024.
Até a manhã desta quarta, o Rio Grande do Sul contabilizava 68.542 pessoas afetadas e 6.396 desalojados pelas chuvas, além de 4 feridos e mais de 8 mil casas danificadas.
Outros rios do estado também estão acima da cota de inundação. O Taquari, em Lajeado, chegou a 22,88 metros, mas já recua. O Caí e o Quaraí seguem subindo, em 10,73m e 12,40m, respectivamente.
Ao todo, a Defesa Civil já registrou 150 ocorrências em 130 municípios gaúchos, com danos humanos ou materiais em 114 deles.
A Defesa Civil já havia alertado para nova cheia do Guaíba na semana passada.
A Justiça já responsabilizou o poder público pela enchente de 2024. Porto Alegre foi condenada a pagar R$ 50 milhões pelos danos daquele desastre.
O estado também enfrentou outros temporais recentes. Um granizo atingiu Santiago e Alegrete no fim de semana passado, afetando mais de 6 mil pessoas.
O ponto em aberto
É a segunda vez em pouco mais de um ano que o Guaíba enfrenta uma cheia, depois do recorde de 2024. A Justiça já reconheceu falhas do poder público na resposta àquele desastre.
Falta saber se a prevenção avançou o suficiente para a próxima onda de chuva.






























