O temporal no Rio Grande do Sul deixou duas pessoas mortas, três desaparecidas e provocou estragos em mais de 100 cidades nesta segunda-feira (21). Ventos de até 115 km/h derrubaram postes, destelharam imóveis, tombaram carretas e mantiveram alertas oficiais no estado.

Segundo reportagem exibida pelo Jornal Nacional, uma família foi surpreendida por uma enxurrada em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Uma mulher de 43 anos e uma criança de 4 anos estão desaparecidas. Uma adolescente morreu, sem identificação por se tratar de menor de idade.

Em Caxias do Sul, choveu 176 mm desde a madrugada, volume maior que o esperado para o mês inteiro. Um homem de 49 anos desapareceu após ser sugado pela tubulação enquanto tentava limpar um bueiro.

"Seguimos no trabalho, com o apoio do maquinário da prefeitura também. Está sendo feito um trabalho de remoção e quebra superficial do bueiro para poder localizar a vítima", disse o tenente-coronel Márcio Müller Batista, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros de Caxias do Sul.

Onde o temporal causou mais estragos?

O temporal causou mais estragos na Serra Gaúcha, em Pelotas e em Nova Santa Rita, segundo os relatos reunidos até a noite de segunda. Em Pelotas, um motociclista de 70 anos morreu após se enroscar em fios que caíram durante a ventania.

Em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a ventania tombou três carretas de 20 toneladas. A imagem resume a força do evento: não foi só chuva intensa, mas vento capaz de deslocar veículos pesados.

A Defesa Civil do RS mantinha avisos hidrológicos e meteorológicos para os próximos dias, além de alertas de risco moderado para deslizamentos pontuais.

O cenário se soma a uma sequência de eventos de clima severo no país, como o temporal que deixou cidades em alerta em SC.

O que acontece agora?

O que acontece agora é trabalho de busca, desobstrução e orientação a municípios em áreas de inundação. A Defesa Civil do RS informou que gabinetes regionais integrados concentram orientações e que pode emitir alertas por Cell Broadcast se houver necessidade.

No Paraná, a tempestade também causou estragos entre a tarde e a noite de segunda-feira. Segundo o Simepar, Apucarana registrou rajadas de 103,7 km/h; segundo a Copel, cerca de 84 mil imóveis ficaram sem energia no norte do estado.

O Simepar previa tempo instável nesta terça-feira (22), com maior risco de tempestade do leste ao noroeste paranaense. A recorrência de rajadas fortes já havia levado o portal a explicar o alerta severo de vento no Rio.

Para quem mora em área de risco, a orientação prática é acompanhar alertas oficiais e evitar tentar atravessar enxurradas. Em ocorrências recentes, a força da água também marcou casos como a enchente com morte em Jandira.