Vinícius Júnior terminou em 17º lugar na votação da Bola de Ouro 2026, atrás do top 10, e o Brasil já soma 19 anos sem um vencedor do prêmio. Harry Kane, do Bayern de Munique, levou o troféu nesta segunda-feira (26), no London Palladium.

Kane, do Bayern de Munique, venceu com 73 gols na temporada, mesmo sem conquistar um título grande, decisão que dividiu opiniões na imprensa esportiva.

O último brasileiro a vencer a Bola de Ouro masculina foi Kaká, em 2007, pelo Milan. Depois dele, o Brasil completa 19 anos sem vencedor do troféu, organizado pela revista francesa France Football em parceria com a Uefa.

Antes de Kaká, o Brasil vivia uma fase fértil na premiação. Ronaldo venceu em 1997 e 2002, Rivaldo em 1999 e Ronaldinho Gaúcho em 2005, quatro troféus em uma década.

Veja como ficou o top 10 oficial, divulgado pela France Football:

Top 10 da Bola de Ouro 2026 — France Football, divulgado em 26/10/2026
PosiçãoJogador
1ºHarry Kane
2ºKylian Mbappé
3ºLamine Yamal
4ºRodri
5ºLionel Messi
6ºKhvicha Kvaratskhelia
7ºOusmane Dembélé
8ºErling Haaland
9ºMichael Olise
10ºFabián Ruiz

Nesta edição, o Brasil teve indicados ao prêmio: Vini Jr., Marquinhos e Gabriel Magalhães concorreram na categoria masculina, mas nenhum terminou entre os dez primeiros colocados, segundo o jornal espanhol AS.

Por que o Brasil não vence desde 2007?

Segundo o jornal espanhol AS, o motivo é estrutural. O Brasil tem cada vez menos jogadores em posições de destaque no futebol europeu atual, como meio-campistas criativos, laterais ofensivos e centroavantes, áreas que concentram boa parte dos favoritos ao prêmio todos os anos.

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Vini Jr. ficou em 17º lugar na votação geral, atrás até do companheiro de equipe Marc Cucurella, que terminou em 18º no mesmo levantamento.

O resultado chega após um outubro de altos e baixos: o atacante cumpriu suspensão de quatro jogos por expulsão no Clássico. Em 2024, ele havia vencido o The Best, prêmio da Fifa que é organizado separadamente da Bola de Ouro, da France Football.

O Brasil segue como um dos maiores exportadores de talento do futebol mundial, com presença forte nos grandes clubes europeus. O desafio, segundo o AS, é transformar essa produção em protagonismo nas premiações individuais, como ocorreu na categoria feminina, vencida pela espanhola Alexia Putellas.