O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em nova entrevista ao Washington Post publicada no sábado (7 de novembro), que nem o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pode garantir que não houve fraude nas eleições de 2026. Ele não apresentou provas.
"Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando", disse Flávio sobre Nunes Marques.
"Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude", acrescentou o senador na mesma entrevista.
Flávio voltou a questionar o resultado do 2º turno, no domingo (25 de outubro), quando foi derrotado por Lula (PT).
Nunes Marques, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, já havia dito que o processo eleitoral foi regular. O TSE não identificou irregularidades capazes de comprometer o resultado.
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O que diz o TSE sobre a eleição
Em nota de 28 de outubro, Nunes Marques afirmou que a eleição transcorreu dentro da mais absoluta normalidade, resposta indireta às dúvidas de Flávio. O ministro destacou que a apuração foi concluída com segurança, mesmo após instabilidades na reta final da votação.
O TSE também já desmentiu outra alegação do senador, sobre fiscais na sala-cofre, e descartou dúvidas sobre a segurança do 2º turno.
Depois da derrota, Flávio chegou a anunciar que pediria a anulação da eleição, mas recuou. A estratégia mudou para uma ação por abuso de poder político e econômico contra Lula e o vice Geraldo Alckmin.
Na ação, protocolada no TSE, Flávio pede o cancelamento do registro ou diploma da chapa petista e a declaração de inelegibilidade dos dois. Ele acusa o governo de usar a estrutura de comunicação pública para promover a imagem de Lula no ano eleitoral.
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O questionamento se soma a outras nove ações eleitorais que tramitam no TSE e nas quais Flávio é apontado como alvo — processos apresentados por terceiros, já que o tribunal atua como julgador, e não como autor. A contagem é de levantamento da TV Sim a partir dos processos em tramitação na corte. Ao todo, o tribunal mantém 22 ações envolvendo Lula e o senador depois do 2º turno. Nenhuma delas tem decisão definitiva.
O que acontece agora
As ações movidas por Flávio e aquelas em que ele figura como alvo seguem em análise na Justiça Eleitoral, sem data prevista para julgamento. O senador permanece nos Estados Unidos e repete em entrevistas alegações que o TSE já rejeitou publicamente.
Nunes Marques já afirmou que eventuais questionamentos apresentados pelas vias legais serão analisados pela Justiça Eleitoral, como prevê a legislação.






























