A consultoria Safras & Mercado elevou, nesta semana, a previsão de colheita de milho do Brasil na safra 2026/27 para 151,7 milhões de toneladas, novo recorde histórico para o país. O número é 6% maior que o da safra anterior.
A revisão representa um salto de cerca de 6 milhões de toneladas sobre a previsão de julho, que já apontava recorde com 145 milhões de toneladas. A área plantada também subiu, de 22 milhões para 23,51 milhões de hectares.
Por que a estimativa subiu tanto
A segunda safra, semeada a partir de 2027, é a principal responsável pelo avanço: a previsão passou de 97,3 milhões para 104,49 milhões de toneladas. A consultoria credita o salto à recuperação de produtividade, depois da frustração climática registrada em 2026.
O Norte e o Nordeste também pesaram na revisão. A região deve colher 21,6 milhões de toneladas de milho, ante 16,1 milhões na estimativa anterior, alta de 34%.
Parte da folga para semear o milho vem do ritmo do plantio da soja, que determina quando a terra fica livre para a segunda safra. Em Mato Grosso, maior produtor do país, o plantio da soja já chega a 96% da área estimada.
O que isso significa na exportação
O milho brasileiro, hoje, tem perdido ritmo nas exportações, enquanto a soja segue em alta: as vendas externas do grão já somam 107,4 milhões de toneladas em 2026, com o USDA também projetando uma safra recorde de soja no Brasil.
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Uma colheita maior de milho tende a pressionar os preços do grão para baixo, o que barateia a ração animal e pode refletir no custo da proteína na mesa do consumidor brasileiro nos próximos meses.
O que acontece agora
A programação portuária de novembro já prevê o embarque de cerca de 6 milhões de toneladas de milho e 3,3 milhões de toneladas de soja.
Os próximos boletins da Conab e da Safras & Mercado devem confirmar ou ajustar os números à medida que a segunda safra avança.






























