Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) já discutem nomes para compor um eventual governo, embora nenhuma escolha seja oficial antes do resultado do 2º turno deste domingo (25). O ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano é cotado para a Fazenda, segundo o UOL.

O ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, Marcelo Kayath, também aparece para a pasta. O senador Ronaldo Caiado (União-GO) e o deputado Pedro Lupion (PP-PR) surgem como opções para a Agricultura, de acordo com o Poder360.

Caiado já disputou com Flávio o espaço de candidato do agro na corrida presidencial.

Caiado também é citado como alternativa para a Segurança Pública. Ali, o nome mais forte é o do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que venceu a disputa ao Senado por São Paulo no 1º turno.

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Quem são os nomes para Defesa e Itamaraty?

Para a Defesa, é mencionado Marcos Degaut, ex-secretário de Assuntos Estratégicos no governo Michel Temer. Já o Itamaraty tem como principal cotado o diplomata Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) entre 2013 e 2020.

A escolha para as Relações Exteriores pesa porque o próximo presidente herda a negociação do tarifaço dos Estados Unidos. Ela já divide os planos de Lula e Flávio para a relação com os EUA.

A sobretaxa soma 37,5% sobre parte das exportações brasileiras e segue sem data para ser resolvida. Um eventual governo Flávio tenderia a buscar maior proximidade política com Donald Trump, avalia o professor de finanças Jarbas Thaunahy, da Strong Business School.

Mas afinidade não garante resultado prático, pondera o professor. "Ter afinidade com Washington pode facilitar o diálogo, mas não garante tarifas menores, novos investimentos ou acesso privilegiado ao mercado americano", disse.

Quantos ministérios Flávio promete manter?

Flávio promete reduzir a estrutura de primeiro escalão de 39 para 27 ministérios, caso seja eleito. Ele evita detalhar a equipe antes da votação.

"De forma programática, é assim que o Novo está vindo também. A gente tem que ganhar a eleição primeiro antes de discutir qualquer outro assunto", afirmou o candidato, segundo o Poder360.

Nenhum dos nomes é definitivo.

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) são citadas entre os grupos consultados informalmente sobre a Agricultura.

O debate ocorre em paralelo à apresentação do plano de governo. O senador Domingos Sávio (PL-MG) detalhou em 19 de outubro o plano econômico e de segurança da campanha.

O que acontece agora

A definição da equipe só avança depois da apuração do 2º turno, neste domingo (25). Até lá, aliados devem seguir testando nomes informalmente junto a bancadas e setores como o agronegócio. Não há compromisso público do candidato com qualquer escolha.