O iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, chegou às lojas nesta sexta-feira (23) com relatos de tela trincada na dobradiça. Pelo menos três aparelhos racharam no primeiro dia, incluindo um que falhou após menos de 20 aberturas, segundo compradores.
No Brasil, o aparelho chegou ao preço de entre R$ 21.999 e R$ 30.999, dependendo da versão de armazenamento.
| Armazenamento | Preço à vista |
|---|---|
| 256 GB | R$ 21.999 |
| 512 GB | R$ 23.499 |
| 1 TB | R$ 26.499 |
| 2 TB | R$ 30.999 |
Consertar a tela interna custa R$ 10.989 no Brasil, quase metade do preço da versão mais barata. A Apple não esclareceu se a rachadura é defeito de fabricação coberto pela garantia ou dano acidental, o que muda quem paga a conta.
O que a Apple disse sobre o problema?
A Apple publicou apenas um guia de suporte orientando o cliente a levar o aparelho a uma assistência técnica para inspeção. A cobertura pela garantia depende do resultado desse exame, e a empresa não anunciou recall ou programa específico de reparo.
Os relatos até agora incluem um comprador em Melbourne, cujo aparelho falhou depois de cerca de seis horas de uso, e uma unidade de demonstração numa loja da Apple na China. O número total de aparelhos afetados ainda é desconhecido.
A fragilidade na dobra não é exclusiva da Apple. O reparo da tela interna do Galaxy Z Fold 8, concorrente da Samsung, custa US$ 579 nos Estados Unidos, menos da metade dos US$ 999 cobrados pela Apple pelo mesmo tipo de conserto.
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Quem paga a conta se o aparelho quebrar no Brasil?
A garantia padrão de um ano cobre defeito de fabricação, mas exclui dano acidental. No Brasil, o iPhone Duo não tem a opção de contratar o AppleCare+ completo, que em outros países amplia a cobertura para esse tipo de avaria.
O lançamento ocorre dias depois de a Apple reduzir em 15% os pedidos do iPhone 18 Pro por demanda fraca, outro modelo da linha atual vendido no Brasil.
O ponto em aberto
A Apple ainda não disse se vai tratar a rachadura como defeito de fabricação ou como dano do usuário, decisão que muda quem paga o conserto de R$ 10.989.
Enquanto a empresa não esclarece o critério publicamente, cada caso parece depender da avaliação individual feita na assistência técnica.
O preço do reparo soma-se ao valor já alto do aparelho, que chega ao Brasil acima dos R$ 21,9 mil cobrados no iPhone 18 Pro Max, modelo top de linha não dobrável da mesma marca.































