Memes e montagens feitas com inteligência artificial ganharam espaço nas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do 2º turno, domingo (25). A disputa se concentra no WhatsApp, nos canais "Exército do Lula" e "Tropa do Flávio".
Até a tarde de sexta (23), o canal montado pelo deputado André Janones (Rede-MG) somava 9,8 milhões de seguidores, contra 2,1 milhões do canal criado por Nikolas Ferreira (PL-MG).
Na direita, o uso de memes e inteligência artificial já é prática consolidada nas campanhas. Na esquerda, a ferramenta vem se firmando como arma mais recente, segundo o Metrópoles.
"Inundem as redes sociais de memes. O meme está furando bolha demais, porque quem não gosta de consumir conteúdo político consome entretenimento", disse Janones, na live do canal "Exército do Lula" de quinta-feira (22).
Desde o fim do 1º turno, montagens com IA se multiplicam pelas redes. Os conteúdos variam de candidatos no lugar de cantoras pop em clipes musicais a cenas de programas de auditório e reality shows que repercutiram na internet.
O que diz quem estuda campanha digital
"A campanha digital é inevitável e importantíssima para todo mundo, embora sozinha não dê conta de fazer tudo", diz o estrategista político Felipe Soutello, que já coordenou as campanhas de Bruno Covas (2020), Simone Tebet (2022) e José Luiz Datena (2024).
Publicidade
"Ela precisa estar integrada nas campanhas tradicionais, você precisa ter uma força analógica grande. A campanha digital é a mais relevante para a mobilização e disseminação das ideias, mas é preciso ter outras coisas também", completa Soutello.
O meme virou ferramenta de alcance porque atinge quem não consumiria conteúdo político por vontade própria, ao se disfarçar de entretenimento.
O que acontece agora
A resolução do TSE sobre uso de IA nas eleições segue sendo testada pelos dois canais, que já foram alvo de disputa judicial: o PT pediu proteção ao TSE para o "Exército do Lula" depois de uma suspensão temporária do canal.































