A tensão da reta final do 2º turno, neste domingo (25), também chega às crianças. Psicólogas apontam sinais de alerta de ansiedade ligada à eleição em filhos que ouvem discussões políticas em casa e na escola, mesmo sem entender o contexto completo.

Uma especialista em terapia cognitivo-comportamental considera inadequado o termo popular "psicose política", usado nas redes para o desgaste emocional do período eleitoral.

"A expressão 'psicose política' é inadequada porque usa um conceito clínico para tentar explicar reações de ansiedade, estresse ou simples paixão política", afirma.

Quais são os sinais de alerta em crianças?

Medo excessivo, pesadelos e brigas com colegas de escola sobre política são sinais que merecem atenção dos pais, segundo orientações de psicólogas. A preocupação cresce quando a criança repete frases ouvidas em casa sem entender o significado.

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Entre as recomendações a pais e responsáveis estão evitar discussões acaloradas e insultos na frente dos filhos, explicar a eleição em termos simples e perguntar o que a criança ouve na escola e na internet.

A orientação vale também para o próprio adulto. Um sinal de alerta é consultar repetidamente o mesmo conteúdo sem obter informação nova e ficar mais angustiado a cada atualização lida.

Como lidar com a divergência política em casa?

Famílias com opiniões políticas divididas enfrentam um desafio a mais nesta reta final. A TV Sim já trouxe orientações para lidar com divergências políticas na família em ano eleitoral, tema que volta a pesar com a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno.

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A ansiedade eleitoral também tem recorte social. Grupos minoritários relatam aumento da ansiedade durante o período eleitoral, por sentirem na própria pele o resultado das disputas de poder em debate.

O consumo de conteúdo político nas redes sociais por adolescentes também preocupa especialistas. A Meta já impôs limites a conteúdos sensíveis para esse público nas redes sociais da empresa.

O que acontece agora

O 2º turno acontece neste domingo (25), e a expectativa é que o volume de conteúdo político nas redes caia depois da apuração. Até lá, a recomendação das psicólogas é limitar o tempo de exposição a notícias e debates, inclusive para os adultos da casa.