O investidor estrangeiro aumentou a compra de proteção contra queda da Bolsa brasileira na reta final do 2º turno deste domingo (25). Contratos de opções do EWZ, fundo negociado nos EUA que replica o principal índice da B3, somavam 12,2 milhões em 21 de outubro.
O volume era de 9,5 milhões no fechamento do 1º turno, em 4 de outubro.
O crescimento, porém, não foi uniforme entre apostas de alta e de queda. As opções de compra (calls) passaram de 7,3 milhões para 8,7 milhões, alta de 19%.
Por que a proteção cresceu mais rápido?
As opções de venda (puts), que funcionam como seguro contra desvalorização, saltaram de 2,3 milhões para 3,5 milhões, alta de 52% no mesmo período. A razão entre puts e calls passou de 31% para 41%.
"Até o primeiro turno, teve um volume grande de opção de compra, mas depois da alta forte do Ibovespa, começamos a ver um aumento do volume também nas opções de venda", disse Fernando Siqueira, da Eleven Financial.
O movimento não significa que o mercado espera queda. Segundo Marcos Praça, da ZERO Markets, "o investidor estrangeiro está apostando em uma alta imediata de 10% na bolsa brasileira após o segundo turno".
A leitura é que o investidor segue otimista, mas trava parte do lucro já acumulado contra uma eventual reviravolta, com um pé atrás até a poeira baixar.
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O ponto em aberto
O volume de opções para dezembro também subiu de forma agressiva nesta semana, segundo o analista Luciano Sousa, da CNPI-T. Isso sugere que parte do mercado já olha além do resultado de domingo.
Nenhuma das fontes detalhou, porém, qual cenário de política econômica embasa essa aposta mais longa, feita para depois da posse do próximo governo.
A movimentação consolida um padrão observado desde o 1º turno. O Ibovespa já havia batido recorde acompanhado de sinais de cautela na véspera da votação de outubro.
O câmbio segue a mesma lógica de expectativa dividida: bancos projetam que o dólar pode variar de R$ 4,90 a R$ 5,80 após o resultado.
O que acontece agora
O dólar fechou a última sessão antes do 2º turno abaixo de R$ 5. O mercado só vai precificar o resultado de fato na segunda-feira (26), quando a Bolsa e o câmbio abrem pela primeira vez depois da votação de domingo.































