A ideia de que o desejo sexual diminui naturalmente com a idade é simplista, segundo a ginecologista e obstetra Ana Paula Horovitz. Para ela, sono ruim, estresse, medicamentos, mudanças no corpo e a qualidade do relacionamento interferem na libido tanto quanto os hormônios.
Algumas mulheres sentem redução importante da libido na transição para a menopausa. Outras não notam mudança nenhuma, e há quem viva a sexualidade de forma mais satisfatória nessa fase, segundo a médica.
Quando uma paciente me diz que perdeu o desejo, a pergunta não deveria ser apenas "como estão seus hormônios?". Precisamos entender o que está acontecendo com aquela mulher.
Escreve a ginecologista, em artigo publicado na CNN Brasil.
O que pode afetar o desejo além dos hormônios?
Sono ruim, estresse, ansiedade, depressão, doenças crônicas, alguns medicamentos, mudança na imagem corporal e sobrecarga de trabalho podem interferir na libido, muitas vezes ao mesmo tempo, segundo a médica.
Em relacionamentos mais longos, o desejo sexual nem sempre surge antes do contato físico. É o que a médica chama de desejo responsivo.
A vontade aparece depois do toque, da proximidade emocional ou da excitação, não como um impulso espontâneo que precisa surgir sozinho durante o dia.
Isso não indica necessariamente um problema, segundo Horovitz. Vale investigar quando a mudança é persistente e causa incômodo, sofrimento ou afeta a vida do casal.
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O que muda no corpo durante a menopausa?
A transição para a menopausa reduz o estrogênio, o que pode alterar os tecidos da vulva e da vagina, diminuir a lubrificação e causar ressecamento, ardor e dor durante a relação, segundo a médica.
Esse conjunto de alterações faz parte da síndrome geniturinária da menopausa. A consequência, segundo a médica, pode criar um círculo difícil de romper quando a relação sexual passa a doer.
A mudança de desejo também pode começar antes, na perimenopausa, que pode iniciar até uma década antes da menopausa, e tem lógica parecida com as variações do desejo ao longo do ciclo menstrual, mais estudadas em mulheres mais jovens.































