Perfis de políticos tiveram aumento de visualizações no Instagram durante a campanha de 2026, mesmo com a regra do TSE que proíbe recomendação algorítmica de candidatos. No Facebook, no TikTok, no X e no YouTube, as visualizações caíram, aponta estudo do Instituto Democracia em Xeque.

O relatório analisou 2.076 perfis de políticos brasileiros, incluindo os seis principais presidenciáveis, e comparou o desempenho deles com um grupo de controle de pessoas que não concorreram.

O estudo comparou a variação nas visualizações de cada rede durante a campanha com o período de referência, de fevereiro a junho:

A diferença aparece só nas visualizações. As interações, como curtida e comentário, caíram nas cinco redes, Instagram incluído, sinal de que o público viu mais os perfis sem necessariamente interagir mais com eles.

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"Se não pode haver recomendação algorítmica de conteúdo, deveria haver sistematicamente uma queda. O que este estudo mostra é que esse efeito de fato acontece em todas as plataformas, exceto no Instagram", disse Marcelo Alves, responsável pelo estudo, à Folha.

O que diz a regra do TSE sobre recomendação de perfis?

A regra proíbe que o algoritmo das redes recomende perfis de candidatos a quem não os segue, pela Resolução TSE nº 23.732, que alterou a Resolução nº 23.610/2019 e está em vigor desde 16 de agosto.

A exceção é o impulsionamento pago, dentro de limites regulados. Procurada pela Folha, a Meta, dona do Instagram, não havia se posicionado até a publicação da reportagem original.

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Não é a primeira vez que uma plataforma da Meta é apontada descumprindo a regra. Em agosto, o X já havia limitado a recomendação de candidatos enquanto a Meta ainda recomendava perfis.

O TSE chegou a dar 24 horas para o X explicar um filtro que deixou 1.559 candidatos de fora.

Nesta semana, o TSE elevou a multa diária aplicada à Meta para R$ 1 milhão na reta final da campanha do 2º turno.