A propaganda eleitoral de Lula (PT) exibida nesta quarta-feira (21) mira quem não votou nele no 1º turno e endurece as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rival no 2º turno de domingo (25). A peça promete isenção na cesta básica e ataca acesso a armas.
No primeiro bloco, a propaganda resgata o governo de Jair Bolsonaro para alertar contra o que chama de risco de repetição do arrocho. O texto cita cortes no Farmácia Popular, em verba para tratamento de câncer e em recursos do Minha Casa, Minha Vida.
A narrativa liga essas contenções ao pagamento do chamado orçamento secreto, esquema de emendas que marcou a gestão anterior. Também cita vetos ao reajuste da merenda escolar.

O aceno a quem não votou em Lula
Após agradecer os mais de 53 milhões de votos obtidos no 1º turno, a propaganda passa a falar diretamente com quem apoiou outro candidato ou não votou. A convocação mira o eleitor de centro que decide o 2º turno.
Entre as promessas, a peça cita a desoneração da cesta básica, com isenção de impostos sobre carne, frango e produtos de higiene.
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Defende também o fim da escala de trabalho 6x1, aprovada pelo Senado em outubro, sem redução de salário, e mantém a promessa de isenção e ampliação de faixas do Imposto de Renda.
A pauta das armas e a resposta de Flávio
No bloco final, a propaganda explora a flexibilização do acesso a armas. Uma cena simula um menino que vê o pai limpar um revólver, leva o objeto à escola, e o revólver dispara.
Em seguida, mostra um trecho real de um menino filmado em ato de apoio a Flávio Bolsonaro com um objeto simulando arma. A mãe da criança levou o caso à Justiça e disse não saber do ocorrido até ver o vídeo.
Na propaganda anterior, do dia 16, Lula já comparava o adversário a outro líder sul-americano.
O tesouraço do Flávio Bolsonaro é a motosserra de Milei na Argentina. Quando Flávio Bolsonaro fala em cortes, a despesa que ele quer cortar é você.
A campanha de Flávio Bolsonaro, que dedicou a véspera a gravações de campanha, respondeu com a série "Brasil por Elas", voltada a eleitoras, sob o lema "Lula promete, o Brasil sofre". A peça traz crédito para mulheres, vale-creche e depoimentos sobre inflação.
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A disputa pelo indeciso pesa agora mais que o ataque ao governo passado. As duas campanhas miram o mesmo público: quem não decidiu o voto no 1º turno.
O que acontece agora
O 2º turno acontece neste domingo (25), quando Lula e Flávio Bolsonaro disputam o voto de quem ficou fora da decisão no 1º turno.
Às vésperas da eleição, as duas campanhas também discutem no TSE a quebra de sigilo bancário e telefônico dos candidatos.





























