Os planos de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para o 2º turno de domingo (25) não fixam metas de concursos públicos federais. Lula defende a continuidade do Concurso Nacional Unificado (CPNU); Flávio liga concursos a uma reforma do Estado que reduz ministérios.

Os dois planos foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às vésperas da reta final de campanha antes do 2º turno.

Segundo o MGI, citado pelo g1, o governo Temer autorizou 4.334 provimentos em 15 órgãos entre 2016 e 2018. O governo Bolsonaro autorizou 10.012 provimentos em 14 órgãos entre 2019 e 2022.

O que Lula propõe para os concursos?

Lula defende a continuidade das seleções e a realização periódica do CPNU, segundo o portal Aprova Concursos. A ministra da Gestão propõe entradas menores e mais constantes de servidores, com edições anuais ou bienais, em vez de concentrar as nomeações em períodos isolados.

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O programa teve a segunda edição concluída em julho, e a lista de espera da primeira edição ainda tem candidatos sendo chamados ao longo de 2026.

O que muda na proposta de Flávio?

Flávio associa os concursos a uma reforma do Estado que reduziria ministérios e encolheria a estrutura administrativa federal, mas mantém seleções em carreiras típicas de Estado, como as de órgãos de fiscalização e controle.

O plano cita especificamente a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central, o Tesouro Nacional e as agências reguladoras como áreas que seguiriam contratando por concurso.

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Nenhum dos dois programas apresenta compromisso numérico de vagas ou cronograma de concursos para os próximos quatro anos.

O portal Aprova Concursos estima que 53.862 servidores federais estarão aptos a se aposentar entre 2027 e 2030, o que deve pressionar o próximo governo a repor parte do quadro federal, qualquer que seja o resultado da eleição.

Servidor efetivo aprovado em concurso público adquire estabilidade após três anos de exercício, desde que cumpridos os requisitos legais. Lula e Flávio se enfrentam no debate da TV Globo nesta sexta-feira (23), véspera da votação de domingo (25).