Quinze ex-ministros do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e intelectuais assinaram neste sábado (17), em São Paulo, uma carta em apoio à reeleição de Lula (PT) no 2º turno. O texto também critica o adversário dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O manifesto, com 15 signatários, defende a democracia, a estabilidade institucional e o desenvolvimento com justiça social e ambiental. A carta apresenta o 2º turno como uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas.

Entre os signatários estão ex-ministros de FHC, como Claudia Costin, José Carlos Dias e José Carlos Carvalho, além do economista Eduardo Giannetti, do climatologista Carlos Nobre e de Beatriz Cardoso, filha do ex-presidente.

Ao mesmo tempo, vemos, no projeto representado por Flávio Bolsonaro, ameaças a esses princípios, intenções de desarticular patamares de conquistas sociais já consolidados e riscos à interlocução internacional multilateral consagrada pelo Brasil.

O ato reuniu, além dos signatários, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

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"Pessoas do campo democrático, mas não necessariamente dos partidos de esquerda", disse Marina Silva sobre os signatários. Ela afirmou haver "uma profusão de movimentos acontecendo pró-Lula para virar voto".

Alckmin destacou a presença de Beatriz Cardoso, filha de FHC, e lembrou que o filho do ex-prefeito Mário Covas, Mário Covas Neto, declarou apoio a Lula um dia antes. "Não queremos o Brasil indo para a recessão, para o desemprego", disse o vice-presidente.

O aceno de nomes ligados ao tucanato se soma a outras adesões que chegam dos dois lados da disputa nas últimas semanas, com legendas e figuras públicas declarando apoio tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro.

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O mesmo movimento apareceu do lado oposto: o MDB fechou apoio a Flávio Bolsonaro com 17 diretórios estaduais na semana passada.

A articulação em torno de Lula também passou por um ato único com Alckmin, Haddad, Marina e Tebet em São Paulo, em setembro. Haddad, presente no evento deste sábado, já havia dito que a campanha de Lula precisa dialogar com o futuro.

O que acontece agora

O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro será decidido nas urnas em 25 de outubro. Até lá, cartas de apoio e adesões de partidos devem continuar chegando para os dois lados da disputa.