O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta quarta-feira (7) o voto do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu rival no 2º turno, na PEC que acaba com a escala 6x1 de trabalho. O Senado começou a discutir o texto no mesmo dia.
"Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente", disse Lula, durante plenária do PT com parlamentares eleitos, no Hotel Meliá, em Brasília.
Lula emendou, na mesma fala, um apelo direto ao eleitor indeciso no 2º turno.
Agora chegou a hora do povo saber a verdade. Quem é quem nesse país.
A proposta reduz a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem corte de salário. Lula chama o modelo atual de "acordo leonino". Para ele, é uma forma de o trabalhador ter mais tempo com a família.
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Flávio defende liberdade de escolha. "Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas", disse o senador, em entrevista citada pela Agência Brasil.
Na mesma fala, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, com o lema "para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão".
Em que pé está a votação no Senado
A PEC já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Faltam dois turnos de votação no plenário para o texto virar lei.
O Senado se prepara para votar a PEC a 11 dias do 2º turno, e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, projeta votação ainda na semana que vem.
O PL tenta travar a votação: Flávio já disse que o fim da escala não vai reduzir o desemprego e senadores aliados preparam uma proposta alternativa.
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Do outro lado do debate, a indústria estima que a mudança pode elevar a inflação em até 13%. É o argumento mais usado pelos opositores da PEC para tentar barrar a votação no Senado.
O que acontece agora
O Senado deve votar a PEC na semana que vem, antes do 2º turno de 25 de outubro. Lula e Flávio Bolsonaro ainda terão debates na TV antes da votação final nas urnas.
A proposta não reduz salário nem direitos trabalhistas previstos em lei.





























