Lula (PT) prometeu manter a estabilidade fiscal em um novo mandato e disse que a eleição de 2026 põe em jogo "o regime democrático ou a barbárie". A fala veio nesta sexta (25), em encontro com 744 empresários em São Paulo.
"Não é pouca coisa que está em jogo. Ou vocês votam em alguém que é brasileiro e que gosta deste país, ou vão votar em alguém que vai beijar a bandeira americana todo dia", disse, referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente também citou a disputa por terras raras e minerais críticos, tema que ganhou força depois que o adversário defendeu, em um plano de exploração do setor revelado em setembro. "Porque os americanos estão doidos para botar a mão", afirmou.
Lula acrescentou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aposta em ser "dono da América Latina", influenciado, segundo ele, pelo secretário de Estado Marco Rubio.
O evento foi promovido pelo Instituto Esfera e pelo Grupo Prerrogativas. Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Prerrogativas e coordenador da campanha de reeleição, o encontro reuniu 744 pessoas em São Paulo.
Carvalho organizou o encontro ao lado de Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Entre os empresários presentes estavam Joesley Batista, um dos fundadores da JBS, e Gustavo Pimenta, presidente da Vale. iFood, Uber, Petz, Magazine Luiza, Philip Morris, Acciona e Unisa enviaram representantes, além de integrantes da Febraban.
Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
Isso não é um jogo de truco, porque, se você blefar, se apostar errado, vai quebrar a cara.
Segundo a CNN Brasil, Lula usou a comparação ao defender a responsabilidade fiscal diante dos empresários.
Ele argumentou que cortes na Previdência deixam "o pobre mais pobre" e que a responsabilidade fiscal precisa andar junto da responsabilidade social, para não sobrar só para quem ganha menos.
Ao comentar os adversários, Lula minimizou a disputa.
"Vocês estão vendo quem são os candidatos. Eu não preciso falar mal de ninguém. Vocês sabem quantos têm capacidade de governar o país. Eu sou o único presidente que está governando há 12 anos. Qual é a dúvida?", perguntou.
Completou, em tom de brincadeira: "Se vocês estivessem em dúvida entre mim e um gênio. Mas vocês não estão fazendo essa escolha".
O evento ocorre num cenário de disputa cada vez mais apertada. Pesquisa Real Time Big Data (registro BR-04202/2026 no TSE) ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 23 de setembro, com recursos próprios do instituto.
O levantamento aponta Flávio Bolsonaro com 45% contra 44% de Lula no 2º turno, dentro da margem de erro de dois pontos e com 95% de confiança. No 1º turno, Lula tem 41% e Flávio, 37%.
É a primeira vez que Flávio aparece à frente nesta série. Em agosto, o Instituto Quaest media Lula com 44% contra 39% do senador.
O cenário já tinha virado empate técnico no início de setembro. A distância entre os dois encolheu a cada nova rodada de pesquisa.
O que a corrida ainda não decidiu
A disputa segue dentro da margem de erro há mais de um mês, sem favorito nítido no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Quem decide o rumo é o eleitor, na urna de outubro de 2026.
O evento com empresários integra a estratégia de reeleição para ampliar apoio fora da base tradicional do PT, enquanto o adversário reage a cada medida do governo, caso da proibição das bets.





























