Às vésperas de enfrentar o Coritiba nesta segunda-feira, às 19h30, pelo Brasileirão, o Grêmio se fechou em torno do técnico Renato Portaluppi. Em entrevista coletiva na sexta (23), o treinador pediu apoio, e os atletas Marlon e Carlos Vinicius reforçaram o discurso de união.
O que Renato disse na entrevista?
Renato pediu que a torcida abandone as cobranças a sete rodadas do fim do Brasileirão, com o time na 18ª posição, dentro da zona de rebaixamento.
Lembro que 2024 a situação era difícil, jogamos praticamente fora daqui, e com algumas rodadas conseguimos permanecer. Não tem tempo para críticas, vaias, cobranças. Juntinhos, abraçadinhos, bonitinhos, vamos conseguir o nosso objetivo.
O vice-presidente Rafael Lima, o executivo Paulo Pelaipe e o presidente Odorico Roman acompanharam a coletiva na zona mista da Arena. Renato pediu que Marlon e Carlos Vinicius ficassem ao seu lado durante o pronunciamento, reforçando a imagem de grupo fechado.
O técnico vinha ganhando manchetes nas últimas semanas por críticas públicas a contratações, a jogadores estrangeiros e a métodos da comissão técnica anterior. Carlos Vinicius saiu em defesa de Renato nas entrevistas desta sexta.
Por que a cena lembra 2024?
O momento repete uma cena de 19 de julho de 2024, quando o Grêmio também estava na zona de rebaixamento, em meio à enchente que impedia o time de mandar jogos na Arena.
Na ocasião, Renato falou ao lado de Kannemann e Geromel, e o trio posou de mãos dadas para pedir apoio. Já em setembro, ao retornar ao clube pela 5ª vez, o técnico tinha pedido que a torcida não vaiasse o time.
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A repetição do gesto dois anos depois mostra que a relação de Renato com o elenco voltou a ser tema de desconfiança, mesmo após o time ter escapado do rebaixamento naquela campanha.
O que acontece agora
O Grêmio recebe o Coritiba nesta segunda-feira, às 19h30, em jogo considerado crucial para a permanência na Série A. O Coxa, visitante, não vence o Grêmio desde 2016 no retrospecto entre os clubes.































