Seis candidatos ao Senado do Amazonas participaram nesta sexta-feira (25) de debate promovido pela Rede Amazônica, em Manaus. Segundo o g1, os postulantes chamaram a fila do Sisreg de "fila da morte" e defenderam a ampliação da Zona Franca de Manaus.

No primeiro bloco, Capitão Alberto Neto (PL) cobrou a atuação de Plínio Valério (PSDB) na defesa da Zona Franca ao longo de oito anos como senador. Eduardo Braga (MDB) também questionou Alberto Neto sobre o mesmo tema.

Plínio respondeu citando a relatoria da Lei de Informática e a defesa da prorrogação dos incentivos fiscais do polo industrial. Na tréplica, criticou a proximidade de Alberto Neto com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Completam a disputa pela vaga amazonense Wilson Lima (União Brasil), Ismael Munduruku (Rede) e a professora Evanyr (PSOL). A Justiça já havia confirmado, em junho, a manutenção dos benefícios fiscais da Zona Franca na reforma tributária, tema recorrente no debate.

Os seis candidatos também defenderam a inclusão de línguas indígenas no ensino e projetos de turismo voltados à capital e ao interior do Amazonas. O debate foi dividido em três blocos, mediado pelo jornalista César Menezes, com 30 segundos para cada pergunta.

Como foi em Santa Catarina e São Paulo

Na mesma sexta-feira (25), Santa Catarina e São Paulo também tiveram debates ao Senado. Em Florianópolis, a NSC TV reuniu cinco candidatos e discutiu corrupção e o Banco Master; em São Paulo, quatro postulantes divergiram sobre emendas parlamentares.

Em Santa Catarina, Carol de Toni (PL) confirmou presença, mas alegou agenda fora da capital horas antes do encontro. Carlos Bolsonaro (PL) sequer respondeu ao convite. Os presentes cobraram as ausências dos dois durante o debate.

Os candidatos debateram ainda o rombo do Banco Master, incluindo o voto de Nicolao Dino (irmão do ministro Flávio Dino) pelo não afastamento do procurador-geral Paulo Gonet dos casos do banco no STF. "Quem foge do debate, foge do eleitor", disse Esperidião Amin (PP).

Em São Paulo, o debate girou em torno das emendas parlamentares.

Marina Silva (Rede) classificou o mecanismo como uma "usurpação da competência do Poder Executivo". Disse que cerca de R$ 50 bilhões estão hoje nas mãos de parlamentares, dos quais quase R$ 40 bilhões são emendas impositivas.

Já Simone Tebet (PSB) afirmou que R$ 1 milhão aprovado em Brasília pode chegar ao município como R$ 500 mil, depois de passar por "tantos atravessadores".

É o morador do município pequeno quem sente a diferença entre o que sai de Brasília e o que chega à prefeitura.

Soninha Francine (Cidadania) defendeu manter o mecanismo, mas com mais transparência e fiscalização. Geraldo Rufino (Podemos) pediu "sigilo zero" sobre o destino de cada emenda.

André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) haviam confirmado presença, mas cancelaram na sexta-feira. Os lugares ficaram vazios no estúdio.

O que acontece agora

Os candidatos ao Senado nos três estados seguem a agenda de campanha até a véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. No Amazonas, a disputa acontece junto com a corrida ao governo estadual, onde Omar Aziz lidera as pesquisas mais recentes.