A letalidade violenta no Rio de Janeiro subiu 25% em julho, para 301 vítimas, ante 240 no mesmo mês de 2025, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). O salto interrompe seis meses seguidos de queda no indicador, que caiu 9,9% no primeiro semestre.
O índice de letalidade violenta reúne homicídio doloso, latrocínio, feminicídio, morte por intervenção de agente do Estado e lesão corporal seguida de morte.
Os homicídios dolosos subiram 27% em julho. As mortes em confronto com a polícia tiveram a maior alta entre as categorias, 45%.
A área do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Jacarepaguá, liderou o ranking de mortes violentas em julho, com 25 casos.
Em seguida vêm a Aisp 15, em Duque de Caxias, com 21 mortes; a Aisp 16 (Olaria) e a Aisp 41 (Irajá), com 20 cada; e a Aisp 39, em Belford Roxo, com 15.
Em junho, mês anterior, o mesmo indicador havia caído 7,8% ante junho de 2025, com 249 vítimas. O primeiro semestre inteiro fechou com queda de 9,9%.
O quadro contrasta com os roubos de rua, que seguem em queda. Em junho, foram 3.820 casos, 21,9% a menos que no mesmo mês de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, os roubos de rua somaram 24.697 ocorrências, 20% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
O governador Cláudio Castro citou o investimento de mais de R$ 4 bilhões em tecnologia e treinamento da segurança pública, com o objetivo, segundo ele, de "trazer mais segurança para quem mora e investe no Rio".
O que explica a reviravolta de julho
Depois de seis meses puxando os números para baixo, um único mês reverteu a curva do ano.
As duas categorias que mais subiram, homicídio doloso e morte em confronto com a polícia, têm relação direta com a forma como as operações de segurança são conduzidas no estado.
Fica em aberto, para os próximos boletins do ISP, se julho foi um mês fora da curva ou o início de uma nova tendência.


























