A Microsoft AI divulgou nesta segunda-feira (14) o rascunho de um código de conduta de 37 páginas para orientar o comportamento dos próprios modelos de inteligência artificial. O documento, batizado "Humanist AI Code of Conduct", exige que os sistemas aceitem comandos para pausar, redirecionar ou desligar, e proíbe qualquer mecanismo para escapar da supervisão humana.
O texto também determina que os modelos nunca escondam seu raciocínio e tratem toda violação como falha do sistema. A Microsoft rejeita personalidade jurídica para seus sistemas de IA, e evita que os modelos imitem consciência.
O documento também lista usos proibidos: armas químicas, biológicas e nucleares, operações cibernéticas ofensivas, manipulação em larga escala, deepfakes maliciosos e conteúdo que cause dano a crianças. A elaboração contou com especialistas em direito, ética e políticas públicas, além de representantes da sociedade civil.
A consulta pública sobre o rascunho fica aberta por seis semanas, até o fim de outubro. Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI e responsável pela iniciativa, disse à Reuters que o documento é uma espécie de constituição para os futuros modelos da empresa.
A Microsoft está sozinha nessa preocupação?
Não. Outras gigantes de IA também sinalizaram recuo recente na corrida por modelos cada vez mais avançados. O CEO da Anthropic propôs desacelerar o avanço da inteligência artificial.
A proposta teve apoio de nomes como Sam Altman e Elon Musk, concorrentes diretos da empresa.
A própria OpenAI já admitiu frear o desenvolvimento de IA de ponta, revertendo uma posição que defendia desde 2023.
O que acontece agora
A Microsoft recebe contribuições públicas ao rascunho até o fim de outubro, antes de decidir a versão final do código. Não há, nas fontes consultadas, prazo definido para a adoção definitiva do documento pelos modelos da família MAI.


























