A paratleta Maria de Fátima de Castro, do Amazonas, medalhista de bronze em Paris 2024, está perto de garantir vaga nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028 e poderá escolher entre duas categorias do halterofilismo, nas quais está bem rankeada.

Me dá um conforto, me dá uma segurança. E me dá um gás a mais saber que eu vou poder escolher a categoria em que eu vou. Isso é muito bom para o atleta, porque, sabendo que, se tu não vais por um, vais por outro.

Além da categoria até 67 kg, em que foi bronze em Paris, Maria de Fátima também está no top 5 da categoria até 79 kg. A posição veio do ouro no Open das Américas de halterofilismo, na Cidade do México, no início de outubro.

No mesmo mês, outra paratleta brasileira, Silvana Fernandes, faturou ouro no parataekwondo na Coreia do Sul, sinal do bom momento do esporte paralímpico nacional.

"Foi pensado nas Paralimpíadas. Eu vou ter o privilégio de escolher em qual categoria eu vou. Porque em uma eu estou em terceira e, na outra, eu estou em quarta. Também tem o Brasileiro que está vindo para eu fechar em segunda", destacou.

Agora, Maria de Fátima mira o Campeonato Brasileiro, em novembro, em São Paulo.

Natural de Autazes, no interior do Amazonas, ela nasceu com uma má-formação congênita nas pernas e começou no esporte em 2017, a convite de amigos. Nove anos depois, é uma das quatro melhores do mundo na categoria.

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A campanha de Maria de Fátima acompanha o melhor momento do halterofilismo paralímpico brasileiro, que teve a melhor campanha da história no Open das Américas.

No Open das Américas, o Brasil somou 27 medalhas e colocou 21 de seus 25 atletas no top 10 do ranking para Los Angeles 2028. O resultado chega semanas após o orçamento do esporte escapar de corte de R$ 500 milhões no Senado.

Apenas os oito primeiros de cada categoria garantem vaga nos Jogos, e a disputa segue até julho de 2028. As próximas etapas obrigatórias são os Jogos Parapan-Americanos e o Mundial da modalidade.

Atletas do esporte paralímpico em competição escolar
Atletas do esporte paralímpico brasileiro (foto de contexto, não da atleta). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

O que acontece agora

O Campeonato Brasileiro de novembro, em São Paulo, é o próximo passo de Maria de Fátima rumo à definição da categoria.

Outras equipes paralímpicas também vivem bom momento: o Brasil venceu o Canadá na estreia do Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, em agosto.