A WePink, empresa de cosméticos que tem a influenciadora Virginia Fonseca como sócia, foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a indenizar em R$ 8 mil uma cliente que teve queimadura química na córnea após usar um produto da marca.
Segundo o acórdão, a cliente usou o WeDrop Fortalecedor de Cílios e Sobrancelhas e sofreu uma queimadura que atingiu um terço da córnea. Uma perícia oftalmológica identificou ceratite grave no olho esquerdo, com edema na pálpebra.
A perita confirmou que a cliente ficou totalmente incapaz de trabalhar por 15 dias após o uso do produto. A reportagem do g1 procurou a WePink, que não respondeu até a publicação da notícia original.
Por que a decisão reverteu o entendimento anterior
A condenação reformou uma sentença da 4ª Vara Cível de Jundiaí, que havia negado a indenização à consumidora em primeira instância.
Os três desembargadores da 32ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP votaram a favor da cliente. O relator, desembargador Andrade Neto, considerou que a autorização da Anvisa para o produto não elimina a responsabilidade da empresa por danos ao consumidor.
O que acontece agora
Não é a primeira vez que negócios ligados a Virginia Fonseca enfrentam questionamento legal este ano. Em agosto, ela encerrou contrato com a casa de apostas Blaze depois de o Ministério Público pedir R$ 380 milhões.
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Em julho, ela já havia se defendido de acusações de práticas abusivas em apostas. Em novembro, ela também manteve doação à AACD após racha com Abravanel.
A WePink não se manifestou publicamente sobre a decisão do TJ-SP até a publicação desta matéria.






























