O Conselho Deliberativo do Palmeiras suspendeu o conselheiro José Corona Neto por nove meses, nesta segunda-feira (19), após discussão dele com a presidente Leila Pereira em reunião de dezembro de 2025. A suspensão foi aprovada por 121 votos a favor, 42 contra e 33 abstenções.
Corona Neto criticou a gestão do clube e a montagem do elenco, e apresentou números que a sindicância considerou falsos sobre transações do Palmeiras. Durante o discurso, disse que "quem não entende de futebol, não pode ser presidente do Palmeiras, tem que ficar em casa".
Também chamou o diretor de futebol Anderson Barros de incompetente, dizendo que ele "só pensa em comer". Leila Pereira revidou, chamando Corona Neto de "covarde", "fracassado" e "desequilibrado".
Não é a primeira vez que Leila Pereira enfrenta hostilidade dentro do próprio clube: em junho, o Ministério Público denunciou ex-líderes da torcida organizada Mancha Alviverde por ameaças contra ela.
O desfecho na Justiça
Depois da discussão, Corona Neto acionou a Justiça e pediu R$ 20 mil por danos morais, alegando ter sido ofendido pela presidente. O juiz Fernando Salles Amaral julgou o pedido improcedente.
Para o juiz, a troca de ofensas em um ambiente de disputa política interna não justificava indenização.
A presidente já havia enfrentado pressão interna neste ano, ao defender publicamente o técnico Abel Ferreira apesar de críticas da torcida.
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A gestão também lidou, em setembro, com o desconforto gerado pela compra do Vasco por José Lamacchia, um dos nomes ligados à cúpula do Palmeiras.
O que acontece agora
A suspensão de nove meses, aprovada pelo conselho em 19 de outubro, afasta Corona Neto das atividades da instância até meados de 2027.
A punição chega na mesma semana em que o Palmeiras se prepara para a decisão contra o Fluminense pela Libertadores, foco principal da diretoria e da comissão técnica nos próximos dias.





























