O Corinthians fechou os sete primeiros meses de 2026 com déficit de R$ 278,7 milhões, resultado 258% acima do que o clube havia planejado, e viu a dívida total subir a R$ 2,86 bilhões. Só em julho, o rombo cresceu R$ 32,6 milhões.
O clube atribui parte do aumento a despesas que não estavam previstas no mesmo patamar do planejamento financeiro. Entre os fatores está o pagamento de R$ 32,5 milhões em premiações da campanha na Copa do Brasil de 2025, valor desembolsado ao elenco somente neste ano.
O clube também não atingiu a meta de vendas de jogadores na janela do meio do ano: previa arrecadar R$ 75 milhões até março, sem sucesso. Tentou negociar as saídas do volante André, para o Milan, e do meia Breno Bidon, para o Besiktas.
À CNN Brasil, o diretor-executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, disse que a venda de André deve acontecer em breve e chamou a operação de um ganho financeiro importante para o clube.
O clube soma ainda R$ 6,076 milhões em impostos sobre a transação de câmbio referente ao pagamento da dívida com o Santos Laguna pela contratação de Félix Torres. Há mais R$ 16,307 milhões em contingências e revisão contábil.
O que acontece agora
A diretoria aposta na venda de André para aliviar o caixa nos próximos meses. O Corinthians ainda não divulgou data para o próximo balanço financeiro.
É o terceiro balanço seguido a mostrar o rombo crescendo. Em abril, o déficit acumulado era de R$ 168 milhões. Em agosto, o clube já informava um rombo de R$ 246 milhões, 78% acima do previsto.
Em um mês, o percentual acima do planejado saltou de 78% para 258%.
O aperto financeiro já afeta o dia a dia do elenco: o clube atrasa o pagamento de direitos de imagem a jogadores há dois meses seguidos, como já mostrou a TV Sim Brasil.





























