A Anthropic anunciou neste domingo (18) que vai destinar 5% de suas ações a um novo fundo de "bem público". A empresa de inteligência artificial disse que o dinheiro vai financiar iniciativas para mitigar o impacto da IA no mercado de trabalho.
O compromisso é condicionado à aprovação dos acionistas. O conselho da empresa também pode acrescentar 2% a cada alta de 50% no valor da Anthropic, que era estimado em US$ 965 bilhões em maio.
O fundo foi estruturado como uma LLC de propriedade integral da Anthropic, e não como uma entidade sem fins lucrativos, escolha que busca preservar flexibilidade operacional. As participações não podem ser usadas para lobby nem para financiar campanhas políticas, nos Estados Unidos ou no exterior.
A trava contra lobby e campanha é a garantia de que o dinheiro do "bem público" não vira instrumento de influência política da empresa.
Nem todos aprovaram o modelo. O bilionário Elon Musk sugeriu, em rede social, que as ações fossem destinadas diretamente ao público, e não a um fundo intermediário controlado por um conselho.
Por que a Anthropic cria esse fundo agora?
O anúncio chega enquanto a Anthropic se prepara para uma oferta pública inicial de ações, buscando responder a preocupações crescentes sobre segurança da IA. A empresa se apresenta como uma "public benefit corporation".
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A empresa também propôs ao Congresso dos EUA um arcabouço de segurança para IA: o governo poderia bloquear o lançamento de modelos com risco de matar ou ferir mais de 50 pessoas, ou causar mais de US$ 1 bilhão em danos.
A preocupação com o impacto da automação por IA no mercado de trabalho não é exclusiva dos Estados Unidos: estudo já apontou que a tecnologia pode afetar 37% dos trabalhadores no Brasil.
O que acontece agora
A destinação das ações ainda depende da aprovação dos acionistas da Anthropic. A empresa segue se preparando para a oferta pública inicial de ações.





























