O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse neste domingo (18), em ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que vai indicar ao STF mulheres "contra aborto e drogas" se eleito. Segundo ele, até cinco ministros seriam trocados ao longo do mandato.

Flávio associou a promessa às aposentadorias compulsórias previstas para os próximos quatro anos. Três ministros do STF devem deixar a Corte por limite de idade nesse período, segundo o Metrópoles.

Para o candidato, o critério de escolha seria composto por quem é "contra aborto e drogas, mas a favor da prosperidade do povo brasileiro", além de pessoas descritas por ele como "patriotas" que "respeitem a Constituição".

O discurso foi mais curto que o habitual, em ato que lembrou o já registrado pelo menor público em 3 anos no mesmo local. Flávio citou a preparação para o debate direto contra Lula desta noite, na Band.

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"Vou poupar minha voz porque hoje eu quero vocês na televisão assistindo ao debate meu com o Lula. Onde eu vou ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra a nossa nação ao vivo", disse Flávio aos apoiadores.

"Vou falar com o coração e vou falar para cada um de vocês, para cada família brasileira", completou.

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O que dizem os juristas?

Juristas ouvidos pela Agência Pública avaliam que o STF pode ser enfraquecido por interesses políticos com um critério de indicação declaradamente ideológico, como o anunciado por Flávio. Amarílis Costa e Rubens Beçak apontam risco à independência da Corte quando a escolha deixa de ser técnica.

Lula também já apresentou proposta própria para a escolha de ministros do STF: um conselho para ajudar a indicar os nomes, apresentado em setembro.

O que acontece agora

Lula e Flávio se encontram pela primeira vez nesta campanha no debate da Band, às 20h deste domingo, em São Paulo. O petista ficou em Brasília para se preparar, e Flávio não detalhou nomes nem cronograma para as indicações ao STF.