A atleta irlandesa Ciara Mageean, campeã europeia dos 1.500 m em 2024, morreu no domingo (1º de novembro), aos 34 anos, em decorrência de um câncer intestinal. A notícia foi divulgada pela família em publicação no Instagram pessoal da corredora.
Especialista em provas de meio-fundo, Mageean somou três medalhas em Campeonatos Europeus ao longo da carreira, a principal delas o ouro nos 1.500 m em Roma, em 2024, à frente da britânica Georgia Hunter-Bell.
Ciara tornou pública a doença no início deste ano, depois de receber o diagnóstico de câncer em maio de 2025. Pouco antes de morrer, ela se casou com o então companheiro Thomas Moran.
O tipo de tumor que a matou é o mesmo que tem crescido entre pessoas com menos de 50 anos, segundo levantamentos recentes.
"Ciara era uma figura muito amada e inspiradora, que marcou a vida de muitas pessoas. Sua coragem, carinho e espírito deixarão um legado duradouro", afirmou a Federação Irlandesa de Atletismo, em nota de pesar.
"O país perdeu uma heroína", afirmou o Comitê Olímpico Irlandês, em homenagem à atleta. A Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) também lamentou a perda, chamando Mageean de uma lutadora dentro e fora das pistas que inspirou muitas pessoas.
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Nascida em County Down, na Irlanda do Norte, ela passou a representar a Irlanda a partir de 2008, por acordo entre as duas nações.
Disputou os Jogos do Rio 2016 e de Tóquio 2020 nos 1.500 m, e chegou a se classificar para Paris 2024, mas foi cortada por lesão no tendão de Aquiles.
A corredora transformou a própria doença em mensagem pública. Lançou, em meados deste ano, um livro sobre a luta contra o câncer, intitulado "Minha Maior Corrida".
Mageean não foi a única atleta a tornar pública uma luta contra a doença neste ano. No vôlei brasileiro, a jogadora Carolana revelou câncer e projeta voltar às quadras após duas cirurgias.
Já o jogador canadense Jayden Nelson tornou pública a superação da doença no futebol.































