A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Força Integrada IV, com 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão em 19 estados. Até o balanço mais recente, 101 pessoas haviam sido presas e R$ 508,3 milhões em bens foram bloqueados.

"A operação mobiliza simultaneamente 20 bases de forças integradas e tem como alvos investigações relacionadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, extorsão e outros crimes associados à atuação de organizações criminosas", informou a Polícia Federal.

Os agentes apreenderam 7 armas, 11 kg de cocaína e 90 kg de maconha. Também foram recolhidos 18 veículos, avaliados em cerca de R$ 1,6 milhão, e R$ 171,8 mil em dinheiro.

Ao todo, 29 imóveis foram sequestrados pela Justiça como parte da estratégia de decapitalização das organizações investigadas.

Onde a operação teve mais impacto?

O Tocantins concentrou o maior bloqueio de bens do país, de até R$ 412,5 milhões, na Operação Rota Araguaia II. A ação mirou um núcleo logístico ligado ao tráfico transnacional de drogas no estado.

Sozinho, esse núcleo concentrou a maior parte de tudo o que a operação bloqueou no país.

Na Bahia, a Operação Eirene II cumpriu 57 mandados de busca e 45 de prisão, com bloqueio de R$ 12 milhões. Em Juiz de Fora (MG), foram 19 mandados de busca e 8 de prisão.

A Polícia Federal já havia mirado o crime organizado em Minas Gerais e outros estados em julho, na Operação Red Flag.

Em agosto, uma operação da corporação já havia apreendido 666 kg de drogas no Rio Negro, no Amazonas.

O governo federal enfrenta pressão para intensificar o combate às facções depois que os Estados Unidos cobraram ação mais dura contra o PCC e o CV.

O que acontece agora

Os presos serão ouvidos pela Justiça nos estados onde foram capturados, e os bens bloqueados seguem em análise para eventual perdimento definitivo. A Polícia Federal não informou se haverá novas fases da operação.