Cinco dos sete candidatos ao Senado por Santa Catarina participaram de debate promovido pela NSC TV nesta sexta-feira (25), em Florianópolis, encerrado na madrugada deste sábado (26). Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL), líderes na pesquisa mais recente, faltaram ao encontro.

Compareceram Afrânio Boppré (PSOL), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB). O debate foi mediado pelo jornalista Raphael Faraco e teve três blocos.

Duas rodadas trataram de temas livres, escolhidos pelos candidatos, e outras duas de temas sorteados: corrupção e crime organizado, economia e infraestrutura.

A equipe de Carol De Toni, candidata oficializada pelo PL em agosto, assinou as regras e confirmou a participação. Horas antes do debate, porém, informou que ela cumpria agenda fora da capital. A ausência não foi justificada dentro do prazo combinado com a emissora.

Carlos Bolsonaro não respondeu ao convite da NSC TV.

Por que os líderes da pesquisa faltaram?

Faltaram os dois nomes mais bem posicionados, ao lado de Amin, na pesquisa mais recente sobre a disputa. O levantamento Real Time Big Data, da TV Record, ouviu 1.600 eleitores catarinenses, com margem de erro de 2 pontos e registro SC-00866/2026 no TSE.

Intenção de voto para o Senado por Santa Catarina — Real Time Big Data/TV Record, cenário estimulado, 1.600 entrevistas entre 12 e 16/09/2026, margem de erro de 2 pontos, 95% de confiança, registro TSE SC-00866/2026, conferido em 26/09/2026
CandidatoPartidoIntenção de voto
Carol De ToniPL24%
Esperidião AminPP20%
Carlos BolsonaroPL20%
Décio LimaPT11%
Afrânio BoppréPSOL10%
LunelliMDB4%

Como são duas vagas em disputa, o empate técnico entre os três primeiros complica o quadro. A vaga de vice-líder está tão em aberto quanto a primeira posição.

Enquanto os líderes ficaram de fora, quem esteve no palco usou o espaço para cobrar explicações dos ausentes e marcar posição diante dos adversários presentes.

Jeferson Rocha questionou Amin sobre a ausência de Bolsonaro nos debates, lembrando que o deputado não é natural de Santa Catarina. Amin rebateu:

Quem foge do debate, foge do eleitor.

A troca também passou pelo caso do Banco Master no STF. Amin e Rocha discutiram o voto de Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino, contrário ao afastamento do procurador-geral Paulo Gonet dos processos ligados ao banco.

Décio Lima questionou Lunelli sobre o mesmo escândalo. O candidato do MDB respondeu que desaprova o caso e defendeu a prisão de todos os envolvidos nas irregularidades apuradas no rombo do Banco Master.

Lunelli também perguntou a Boppré o que é preciso fazer para prevenir novas tragédias climáticas no estado. O candidato do PSOL classificou o tema como grave, sem detalhar propostas na resposta registrada pelo debate.

O que acontece agora

A votação para as duas vagas catarinenses ao Senado ocorre em 4 de outubro, junto com a eleição para presidente e governador. Até lá, novos debates devem cobrar de Bolsonaro e De Toni uma explicação pública pelas ausências desta sexta-feira.