O filme "Se Eu Fosse Vivo... Vivia", de André Novais Oliveira, venceu o Troféu Candango de melhor longa-metragem na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, neste sábado (19). A escritora Conceição Evaristo está no elenco, em sua estreia como atriz.

Conceição, que acompanhava a premiação por telefone durante viagem a Nova York, teve a ligação transmitida no palco do festival.

Eu agradeço imensamente a toda a equipe que depositou essa confiança em mim. Atuar foi um aprendizado muito grande, muito grande também do ponto de vista emocional. Viver uma personagem de uma relação amorosa, de uma relação que indica a fidelidade de uma família negra, isso, para mim, foi um aprendizado muito grande. Sem sombra de dúvida, vai fluir na minha literatura.

No filme, Conceição interpreta Jacira ao lado de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor. Os dois vivem a versão idosa de um casal que se conhece na década de 1970 em Contagem (MG) e constrói a vida juntos na cidade.

Por que o prêmio é especial para o diretor

É a quarta participação de André Novais Oliveira no festival e o segundo Troféu Candango de melhor filme da carreira dele, depois de "Temporada", em 2018. O longa também levou os prêmios de melhor roteiro e melhor figurino.

Como vencedor pelo júri oficial, o filme ainda recebe o Prêmio Like, de R$ 50 mil em apoio de mídia.

Entre os curtas, "Cana", de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, venceu tanto o prêmio principal quanto o de melhor trilha sonora. Já "Pequenas Tragédias", de Daniel Nolasco, foi o filme mais premiado da noite, com cinco troféus técnicos, incluindo melhor direção e melhor montagem.

O júri popular elegeu "Tudo é Tempo", documentário de Marcos Guttmann, que também levou o Prêmio Especial do Júri e R$ 30 mil de patrocínio da Petrobras.

O que acontece agora

Os filmes vencedores das mostras Brasília, Nacional e Caleidoscópio serão reprisados no Cine Brasília neste domingo (21) e nesta segunda-feira (22), com entrada franca ao público.