O candidato Leandro Grass (PT) prometeu neste sábado (19) usar terras da Terracap para reforma agrária no Distrito Federal, durante agenda de campanha em Sobradinho e Planaltina. Pesquisas de setembro mostram Grass e Arruda (PSD) tecnicamente empatados pela 2ª posição na disputa.
Segundo Grass, a medida vale para áreas sem "sensibilidade" ambiental.
As áreas que não tem sensibilidade, nós vamos assentar. Vamos garantir a regularização das terras rurais, vamos mudar a escritura, vamos botar a Emater para trabalhar com vocês, a Seagri para trabalhar com vocês, para a gente produzir.
O candidato também prometeu ampliar postos de saúde, escolas e creches nas áreas rurais, além de reforçar a segurança no campo com a Patrulha Maria da Penha.
Como está a disputa pelo governo do DF
A pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo entre 4 e 7 de setembro, mostra a governadora Celina Leão (PP) na frente com 35% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Arruda (PSD) aparece em segundo, com 18%, e Grass soma 17%.
O levantamento ouviu 1.104 eleitores, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e está registrado no TSE sob o protocolo DF-01987/2026.
A pesquisa também mediu o Senado. Michelle Bolsonaro (PL) lidera com 26%, seguida por Leila do Vôlei (PDT) com 17% e Erika Kokay (PT) com 13%. A candidata já foi alvo da primeira-dama Janja, que a chamou de 'Bolsonara da Ceilândia'.
Outros institutos confirmam a distância. O Datafolha, em pesquisa de 8 a 10 de setembro, colocou Leão entre 40% e 45% no primeiro turno e à frente nos dois cenários de segundo turno, batendo Grass por 56% a 30% e Arruda por 51% a 34%.
Já a AtlasIntel, em pesquisa de 27 de agosto a 1º de setembro, mostrou uma disputa mais acirrada. Leão tinha 30,7% contra 29% de Grass, e a diferença ficava dentro da margem de erro, configurando empate técnico.
Os números vêm dias depois de os candidatos ao governo do DF, incluindo Grass, errarem dados de saúde e educação em debate no DF1, episódio que expôs dificuldades das campanhas para se diferenciar.
A disputa também ganhou contornos nacionais depois de o presidente Lula chamar Celina Leão de 'cínica' em meio a acusações sobre o uso do banco público BRB.





























