A stylist Vanessa Peixoto, colunista fixa do programa Moda Sem Filtro, explicou que a colorimetria pessoal não serve para restringir o guarda-roupa a uma lista fechada de cores. Segundo ela, a técnica indica as tonalidades que mais favorecem cada pessoa, mas continua sendo possível usar qualquer outra cor de que se goste.

A conversa faz parte do quadro Verdade Sem Filtro, seção fixa do programa dedicada a olhar para a moda "com mais honestidade e menos regras absolutas", segundo a apresentação do episódio.

"Na verdade, a gente tem, sim, todo mundo tem, as cores que mais os favorecem, isso é comprovado", afirmou Vanessa. Segundo ela, esse efeito aparece no espelho. Uma cor que não combina com o tom de pele salta aos olhos na hora de vestir.

"Eu falo sempre que você olhar no espelho, acredita no espelho, porque ele não mente", disse a stylist. Para ela, esse é o primeiro sinal de que uma cor não está funcionando, antes mesmo de qualquer análise técnica.

O mito de que a técnica "prende" o visual

Vanessa afirmou que o erro mais comum é achar que a colorimetria obriga a pessoa a usar só as cores da cartela. Para ela, o resultado é um direcionamento, não uma proibição. "É um direcionamento, mas você consegue adequar", declarou.

A stylist contou que aplica esse raciocínio no trabalho com clientes, observando o que cada uma já tem no armário antes de indicar mudanças. "Eu sempre chego no armário das minhas clientes e percebo o que elas têm lá dentro das cores", afirmou.

As tonalidades já presentes no guarda-roupa, segundo ela, costumam ser justamente as que combinam com a pessoa, mesmo sem que a cliente saiba nomear a técnica por trás disso. É esse repertório que orienta o trabalho da consultoria, segundo Vanessa.

A stylist também disse que a própria paleta muda ao longo da vida, conforme o gosto e a fase pessoal se transformam. Ela usava tons vibrantes no passado e hoje prefere neutros, como verde-musgo e azul, mesmo com a cartela oficial classificada como "inverno intenso".

Vanessa contou já ter visto clientes que só compram roupa se a cor estiver na cartela indicada, e disse que cabe à consultora deixar claro que a lista não é uma regra fechada. "A cartela de cores, ela não pode ser engessada", resumiu.

Segundo a stylist, a colorimetria é uma etapa dentro de um processo maior de consultoria de imagem, que passa também por maquiagem e tom de cabelo. Ela recomenda buscar a análise como ponto de partida, não como regra fixa a seguir à risca.