A atriz Laura Cardoso morreu nesta terça-feira (18), aos 98 anos, de causas naturais, em São Paulo. Ela somava mais de 80 anos de carreira e cerca de 100 trabalhos em novelas, cinema, teatro e rádio. O velório aconteceu das 8h às 14h desta terça, no Bela Vista, região central da capital paulista.

Uma carreira de quase um século

Nascida no bairro do Bixiga, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses, Laura decidiu aos 15 anos que queria ser atriz. Começou em radionovelas na Rádio Cosmos e estreou na TV Tupi no início dos anos 1950, ainda na fase pioneira da televisão brasileira.

Ela migrou para a TV Globo nos anos 1980 e viveu personagens marcantes ao longo de quatro décadas na emissora.

Isaura, em Mulheres de Areia (1993); Sinhana, em Irmãos Coragem (1995); e Laksmi Nanda, em Caminho das Índias (2009), estão entre os papéis mais lembrados de sua carreira.

A última passagem de Laura pela TV aberta foi em A Dona do Pedaço, em 2019. No cinema, seu papel mais recente foi em Dona Rosinha, lançado em 2025.

Foi o fechamento de uma trajetória que passou pela Rádio Cosmos, pela TV Tupi, pela TV Globo e pelo cinema ao longo de quase um século.

A TV Globo alterou a programação para exibir uma homenagem à atriz, revisitando momentos marcantes de sua carreira.

Repercussão entre atores de gerações diferentes

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a morte foi confirmada com a frase: "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações."

O ator Ary Fontoura, de 93 anos, contemporâneo de Laura desde os primeiros anos de televisão, disse: "Essa luz, esse sorriso e esse brilho jamais serão esquecidos. Meu carinho a toda a família."

Miguel Falabella, que contracenou com a atriz em diversos trabalhos, afirmou: "Para mim, era sempre um privilégio estar com ela e assisti-la debruçar-se sobre algumas personagens. Te amo, Laura!"

As homenagens reuniram nomes de gerações bem diferentes da profissão. Zezé Motta e Fabiana Karla lembraram momentos de bastidor ao lado da atriz.

Taís Araújo, que começou a carreira décadas depois de Laura, escreveu: "Transgressora, Dona Laura era o tipo de atriz que emocionava, muitas vezes, sem dizer uma palavra."

As homenagens reunidas nesta terça vieram de colegas de pelo menos três gerações diferentes de atores, de Ary Fontoura, contemporâneo dela desde os anos 1950, a Taís Araújo, que estreou décadas depois.