As universidades federais têm até este sábado (1º de agosto) para pedir a implantação de uma cuidoteca em seus campi — um espaço gratuito de acolhimento infantil no período da noite. A seleção é feita pela Chamada Estratégica UniCuidotecas, do Ministério da Educação (MEC), que vai escolher até 50 instituições.

Os espaços vão atender crianças de 3 a 12 anos, com ou sem deficiência, filhas de estudantes, docentes, técnicos-administrativos em educação e trabalhadores terceirizados que estudam ou trabalham no campus durante o turno da noite. O funcionamento é previsto prioritariamente das 17h às 23h, podendo se estender a fins de semana, feriados e ao período de férias escolares. Cada unidade poderá receber até 40 crianças simultaneamente.

A ideia, segundo o MEC, é garantir um espaço seguro, acessível e protegido para as crianças enquanto as pessoas responsáveis pelo cuidado delas na família — principalmente mulheres — estudam ou trabalham. A iniciativa é conduzida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e integra o Plano Nacional de Cuidados do governo federal.

Como as universidades se inscrevem

As propostas devem ser enviadas exclusivamente por e-mail, para o endereço cgext.dda.sesu@mec.gov.br. Instituições com mais de um campus precisam indicar apenas um local para a cuidoteca, escolhido pelo critério de maior demanda.

A inscrição exige plano de trabalho preenchido, Termo de Compromisso assinado pela Reitoria, plantas arquitetônicas e registros fotográficos do espaço, além de declarações oficiais das pró-reitorias com o número de estudantes e servidores em atividade no período noturno.

O que o dinheiro pode pagar

As universidades selecionadas vão receber recursos para implantar o espaço e para custear o funcionamento por 12 meses. A contrapartida é oferecer o espaço físico adequado.

A verba poderá ser usada em mobiliário infantil, equipamentos de acessibilidade e segurança, materiais lúdicos e contratação de profissionais — como coordenadores, pedagogos e agentes de cuidados —, além de despesas com alimentação, limpeza e manutenção. A chamada não permite o uso do dinheiro em reformas estruturais de grande porte.