A TV Sim Brasil e a TMC entrevistam ao vivo nesta segunda-feira (17/08), às 10h, o senador Carlos Viana (PSD), candidato à reeleição por Minas Gerais. É a sexta e última conversa da série que levou ao estúdio da emissora os candidatos às duas vagas mineiras no Senado, com transmissão dentro do portal.

Viana é o único dos seis entrevistados que já ocupa a cadeira em disputa. Está no Senado desde 2019.

Jornalista, apresentador e radialista, ele fez carreira em veículos de comunicação de Belo Horizonte antes de entrar na política. A eleição de 2018 foi a primeira disputa da vida dele, aos 55 anos, pelo então PHS.

O partido era do prefeito da capital na época, Alexandre Kalil, que declarou voto nele e se licenciou do cargo para ajudar na campanha.

Deu certo. Segundo a apuração daquele ano, o "Jornalista Carlos Viana" somou 3.568.658 votos, 18,42% dos válidos, e foi eleito ao lado de Rodrigo Pacheco (DEM).

Quatro anos depois, tentou o governo de Minas pelo PL e ficou em terceiro lugar, com 7,23% dos votos válidos.

A trajetória partidária tem quatro siglas em oito anos. Eleito pelo PHS, migrou para o PSD em 2019, saiu para o PL em 2021, passou pelo Podemos e voltou ao PSD em abril deste ano.

O mandato marcado pela CPMI do INSS

O cartão de visitas do mandato é a presidência da CPMI do INSS, instalada em 20 de agosto de 2025.

De acordo com o Senado, a comissão trabalhou sete meses e terminou na madrugada de 28 de março sem relatório final aprovado. O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi rejeitado por 19 votos a 12.

O texto tinha cerca de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas.

"Esta investigação poderia ter ido além, mas não permitiram avançar como deveríamos. Saio daqui de cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido. Estamos todos juntos porque a causa é maior que o medo", disse Viana no encerramento.

Como presidente da comissão, ele entregou o relatório final ao Supremo Tribunal Federal, aos ministros Luiz Fux e André Mendonça. Segundo Viana, o material seria anexado a inquéritos já em andamento.

A chapa e o quadro da disputa

A candidatura foi oficializada na convenção estadual do PSD, no domingo 2 de agosto, no mesmo encontro que confirmou o governador Mateus Simões (PSD) à reeleição. O ex-deputado federal Misael Varella é o primeiro suplente.

Em 10 de agosto, cinco dias antes do fim do prazo de registro, o partido trocou o segundo suplente. Saiu Toninho Andrada, ex-deputado estadual, e entrou Ilce Alves Rocha Perdigão, ex-prefeita de Vespasiano. O motivo declarado foi a representatividade da mulher.

O presidente estadual do PSD, Cássio Soares, classificou a mudança como "escolha do partido".

PSD, União Brasil, PP, Novo, PRD, Solidariedade e Avante fecharam aliança no majoritário, mas decidiram não fazer coligação para o Senado. Viana e Domingos Sávio (PL) integram o arranjo, e Marcelo Aro (PP) passou a disputar candidatura avulsa.

Na pesquisa mais recente do instituto Real Time Big Data, Marília Campos (PT) lidera o cenário estimulado com todos os nomes, com 21%. Marcelo Aro (PP) aparece com 14%, Aécio Neves (PSDB) com 13% e Carlos Viana com 12%.

O instituto ouviu 2.000 pessoas em municípios mineiros entre 25 e 29 de julho, antes do fim das convenções partidárias. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O registro na Justiça Eleitoral é o MG-06475/2026, e a pesquisa foi feita com recursos próprios, sem contratante.

A série começou em 7 de agosto, com Marcelo Aro (UNIÃO/PP), e passou por Marília Campos (PT), Domingos Sávio (PL), Marco Antônio Costa (NOVO) e Áurea Carolina (PSOL). Todas as conversas acontecem na sede da TV Sim Brasil, sempre às 10h.

A entrevista com Viana cai dois dias depois do fim do prazo de registro de candidaturas, encerrado às 19h de 15 de agosto. A propaganda eleitoral está liberada desde domingo (16/08), e o horário eleitoral gratuito em rádio e TV começa em 28 de agosto.

Nove nomes para duas cadeiras

Minas Gerais elege dois senadores nesta eleição, e cada eleitor vota em dois nomes. Encerradas as convenções, nove candidaturas foram confirmadas para as duas vagas, sem coligação que concentre votos no Senado. O segundo voto do mineiro segue em aberto.