A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Causa Própria para apurar suspeita de desvio de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) ligados ao PCO (Partido da Causa Operária) e a seu presidente, Rui Costa Pimenta, de 69 anos, pré-candidato à Presidência da República em 2026.

O que a investigação aponta

Segundo a PF, recursos públicos destinados a atividade político-partidária e eleitoral teriam sido direcionados a empresas e pessoas sem capacidade operacional compatível com os valores recebidos, com ligação direta ou indireta à direção do partido investigada.

Os fatos podem configurar, em tese, os crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, segundo a corporação.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Brasília. A PF também determinou bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, apreensão de bens e afastamento cautelar de investigados de cargos de liderança partidária.

PCO nega e aponta cronologia como argumento

Pimenta reagiu à ação logo após as buscas. "Arrombar a porta de sua casa 6h da manhã não faz parte do estado de direito", disse.

Em nota, o PCO classificou a operação como "perseguição política". O partido lembra que a candidatura de Pimenta foi definida em convenção nacional em Brasília na quarta-feira (5/8) e lançada publicamente no sábado (8/8), em São Paulo.

Três dias depois do lançamento, a PF cumpriu os mandados contra o partido e seu presidente.

É a quinta vez que Pimenta concorre à Presidência pelo PCO, após as disputas de 2002, 2006, 2010 e 2014.