O Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção nacional realizada no Expo Center Norte, no bairro da Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo. O encontro começou às 9h, em um pavilhão com capacidade para até 3 mil pessoas, e confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente na chapa de reeleição.
A aprovação ocorreu com a presença de dirigentes partidários, governadores e candidatos aliados. Alckmin já havia sido oficializado como vice na convenção nacional do PSB, na quarta-feira (29), com Lula presente.
A candidatura chega à convenção com o apoio de sete legendas: PT, PCdoB e PV, que formam a Federação Brasil da Esperança, mais PSB, PDT, PSOL e Rede. O PDT foi o primeiro partido a formalizar o apoio, em 20 de julho.
Oitava candidatura e a marca de 16 anos
Aos 80 anos, Lula disputa a Presidência pela oitava vez. Ele foi candidato em 1989, quando perdeu o segundo turno para Fernando Collor; em 1994 e 1998, quando foi derrotado ainda no primeiro turno por Fernando Henrique Cardoso; em 2002, quando venceu o segundo turno contra José Serra com 61,27% dos votos válidos; e em 2006, quando derrotou o próprio Alckmin, então adversário, com 60,83%. Em 2018, teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa enquanto estava preso. Em 2022, voltou a vencer, com 50,90% dos votos válidos no segundo turno contra Jair Bolsonaro.
Se for eleito outra vez, o petista chegará a 16 anos no comando do país, atrás apenas de Getúlio Vargas. Lula completa 81 anos em outubro.
Presidente do PT, Edinho Silva afirmou que a convenção marca "um momento histórico para o PT e para o Brasil" e disse que, "nos últimos anos, o governo Lula e Alckmin recuperou a economia, fortaleceu as políticas sociais, voltou a gerar empregos e devolveu ao Brasil o respeito internacional". Secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares resumiu o evento como "uma grande festa a favor do Brasil" e disse que a "coluna vertebral" da convenção é "a defesa do crescimento econômico com inclusão e desenvolvimento social, além da defesa da soberania".
O que vem agora no calendário
As convenções partidárias vão até 5 de agosto, e o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral pode ser feito até 15 de agosto. A campanha eleitoral só começa oficialmente em 16 de agosto — data marcada para o primeiro ato popular da campanha de Lula, em São Bernardo do Campo.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, se houver, para 25 de outubro. Flávio Bolsonaro (PL), apontado como principal adversário, não havia anunciado coligações até este domingo.














