O PT oficializou neste domingo (2) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção no Expo Center Norte, em São Paulo. Geraldo Alckmin (PSB) segue como vice, repetindo a chapa de 2022. Se eleito, Lula chega ao quarto mandato aos 81 anos, tornando-se o presidente mais velho a ocupar o cargo.

O evento reuniu cerca de 3.500 pessoas e começou por volta das 11h, com discursos do presidente nacional do PT, Edinho Silva, do ex-ministro Fernando Haddad, do vice Geraldo Alckmin e da primeira-dama Janja Silva antes da fala de encerramento de Lula, que falou por mais de uma hora a lideranças e apoiadores. Para 2026, o PT terá como aliados o PSB, o PCdoB, o PV, o PDT, o PSOL e a Rede.

O que Lula disse sobre o governo

"O que motiva um governo a ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito. Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha", afirmou o presidente durante o discurso.

Promessa de embate com o Congresso

Lula também criticou o fundo partidário e prometeu confronto com o Legislativo em um eventual quarto mandato. "A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo", disse. Ele citou como exemplo a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, chamada por ele de "derrota histórica" para o governo.

Sobre o financiamento partidário, Lula afirmou: "Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade", e disse que há partido que recebe R$ 1 bilhão "sem prestar contas ao povo brasileiro", enquanto o Executivo precisa cortar recursos de programas de saúde e educação.