São Paulo acumulou 304,6 milímetros de chuva até a tarde de terça-feira (22), tornando setembro de 2026 o mês mais chuvoso da capital em 83 anos de medições do Inmet. O volume supera a média de todo o mês de janeiro.

Segundo a Climatempo, os 304,6 mm equivalem a quase quatro vezes a média normal para setembro, de 83 mm. Os números colocam o mês à frente do período historicamente mais chuvoso do calendário paulistano.

É o maior acumulado de todo o ano de 2026 na capital, superando os 256,4 mm registrados em janeiro.

A sequência de dias chuvosos e frios foi provocada pela passagem de uma frente fria aliada à entrada de uma massa de ar polar sobre o estado de São Paulo.

Até quando vai a chuva em São Paulo

A chuva perde força nesta quinta-feira (24), ainda com céu nublado e sensação de frio. A virada começa na sexta-feira (25), quando a massa de ar frio se afasta, o sol volta e as temperaturas sobem rapidamente.

O primeiro fim de semana da primavera deve ter tempo firme, com sol e calor perto dos 30ºC na Grande São Paulo. A previsão indica baixa probabilidade de chuva também no litoral e no interior paulista.

O volume consolida uma tendência que a TV Sim já mostrava dez dias atrás, quando setembro despontava como o mais chuvoso desde 2015, patamar hoje superado pelo recorde histórico.

Como deve ser o resto da primavera

Todo o estado de São Paulo deve registrar chuvas acima da média normal ao longo da primavera, segundo as projeções meteorológicas. A estação deve alternar eventos de chuva forte com períodos de veranico e calor intenso.

Novembro e dezembro devem concentrar os dias mais quentes, com temperaturas médias acima do padrão climatológico. O fenômeno El Niño ajuda a explicar por que a primavera divide o país entre chuva e calor neste ano, com efeitos distintos por região.

A alternância brusca de temperatura também levanta cuidados de saúde: veja como se proteger na virada do tempo em São Paulo.